Polícia Nacional diz que não há máfia chinesa

AMBROSIO DE LEMOS (Foto: D.R.)

O Comandante Geral da Polícia Nacional, comissário Ambrósio de Lemos, disse que não podemos considerar um grupo de chineses que cometam crime como sendo uma máfia. Reconheceu que há registos de crimes praticados por estrangeiros, mas estes não são mafiosos.

Falando em conferência de imprensa, por ocasião do 40ª aniversário da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos reagiu com risadas quando perguntado sobre a existência da máfia chinesa no nosso país. “Máfia? Tem a certeza da existência de máfia chinesa em Andgola? Não! (risos)”, disse o comissário, acrescentando que há criminosos chineses no nosso país, como também há criminosos de outras nacionalidades, mas não podemos considerar que isto seja uma máfia.

Quanto ao facto de tais cidadãos estarem envolvidos em lavagem de dinheiro ou venda de drogas, o chefe máximo da Polícia disse tratar-se de uma questão complexa, já que se manifesta de várias formas. “Ai, sim, podemos dizer que temos no nosso país indícios de crime organizado, através da venda de drogas, comércio, empresas fictícias para justificar a origem do dinheiro”, reconheceu. Ainda na senda do combate ao crime, avançou que a Polícia tende a estender a sua rede a todo o país, acreditando que não exista alguma comuna que não tenha pelo menos um posto policial, apesar das debilidades que se verificam no atendimento. Têm encarado também dificuldades na mobilização de efectivos, já que as vias de acesso não são as melhores, e sendo também poucos meios para actuação.

“Nem sempre os nossos agentes têm um comportamento condigno para atender a população de forma correcta e com urbanismo, mas todas as queixas apresentadas, quando comprovadas, têm conhecido o devido tratamento”, disse, Ambrósio de Lemos. A Polícia Nacional tem sob sua tutela actualmente um total de 120 mil agentes. (opais)

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