Paquistão reivindica diamante lendário à monarquia britânica

(AFP)

A justiça paquistanesa examina nesta quinta-feira uma acção da monarquia britânica para restaurar o Koh-i-Noor, um diamante lendário do qual se apoderou durante a colonização do subcontinente indiano.

A pedra de 105,6 quilates, reivindicada por vários países, adorna uma coroa que foi vista pela última vez em 1953 na cabeça da falecida Rainha Mãe Elizabeth para a coroação da filha, a actual soberana Elizabeth II.

A dinastia britânica reservou o diamante às mulheres, uma vez que tem a reputação de trazer má sorte para os homens por causa de sua história sangrenta: a pedra mudou de mãos no calor das batalhas e saques, mas também intrigas e tortura.

O diamante, extraído em Golconde no sul da Índia, foi propriedade dos governantes mongóis, de guerreiros persas, governantes afegãos e marajás do Punjab.

Em 1849, em Lahore, foi entregue pelo jovem príncipe sikh Duleep Singh a representantes da rainha Vitória, imperadora da Índia, depois de um acordo de ratificação da conquista do Punjab.

Hoje está exposto na Torre de Londres com as jóias da coroa.

A Alta Corte de Lahore, capital do Punjab do Paquistão, examina nesta quinta a demanda do pintor e advogado anglo-paquistanês Iqbal Geoffrey, de 76 anos.

Geoffrey insta a rainha Elizabeth II a devolver o Koh-i-Noor ao Paquistão, afirmando que o diamante “pertence à província do Punjab, e foi levado à força pelos ingleses pelo líder local da época”, segundo explicou à AFP.

A Índia, rival do Paquistão, também reivindicou várias vezes este diamante, considerando que faz parte de sua história e cultura. Personalidades indianas foram a Londres no final de 2015 para estudar a possibilidade de uma acção judicial.

Mas o primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou que o diamante “não se vai mexer” do Reino Unido. (AFP)

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