País isento do Lote falsificado de Vacina contra a febre-amarela

Miguel Oliveira - Inspetor Geral da Saúde (Foto: Gaspar dos Santos)

O inspector-geral da Saúde, Miguel de Oliveira, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, que, felizmente, em Angola não está em circulação a vacina falsificada de febre-amarela, do Lote 2265 fabricado em Julho de 2012.

O referido Lote, de origem senegalesa, do Instituto Pauster de Dakar, cuja caducidade é Julho de 2017, não deu entrada no país, porém, o responsável apela à população e aos parceiros do Ministério da Saúde para ficarem atentos a uma eventual tentativa de entrada do referido Lote de vacina.

Acrescentou que a informação da existência deste Lote veio da Organização Mundial da Saúde (OMS), informando que as vacinas falsas foram encontradas em alguns países da Ásia e da África do Oeste.

“A população deve continuar a ser vacinada, porque a vacina é muito importante e porque as autoridades sanitárias do país e parceiros estão atentos a uma possível entrada de vacinas ou medicamentos falsos”, sublinhou.

O inspector-geral informou que tem circulado relatos de enfermeiros que têm comercializado a vacina contra a febre-amarela, por isso, aproveitou a oportunidade para advertir que o funcionário que for encontrado a comercializar a vacina será penalizado, pois, apenas as instituições privadas que importaram a vacina podem o fazer.

“Aqueles que assim se comportaram e foram autuados já estão a contas com a Justiça”, advertiu.

Outro alerta vai para aqueles técnicos que estão a vacinar em casa, frisando ser um procedimento ilegal e incorrecto, porque a vacina deve ser conservada e transportada de forma adequada.

Neste âmbito, disse que a população deve denunciar situações do género, porque uma vacina mal conservada ou transportada perde a sua eficácia, deixando desprotegido quem for administrado.

De recordar que Luanda regista um surto de febre-amarela desde Dezembro do ano passado. (ANGOP)

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