Padeiros limitam venda de pão por falta de farinha de trigo na Venezuela

(Foto: D.R.)

Várias padarias de Caracas estão a limitar a venda de pão a duas baguetes diárias por pessoa devido à falta de farinha de trigo. O ministro da Economia abandonou o cargo, alegando “razões pessoais”.

Várias padarias de Caracas estão a limitar a venda de pão a duas baguetes diárias por pessoa devido à falta de farinha de trigo usada na confeção, uma situação que preocupa os comerciantes portugueses do setor.

“Estamos a limitar a venda porque apenas tenho farinha para fazer pão até hoje (terça-feira). Se nas próximas horas não receber mais farinha terei que deixar de fazer pão, até que me abasteçam de novo”, explicou um padeiro português à agência Lusa, afirmando-se preocupado porque também não tem “matéria-prima para fazer bolos e outras coisas”.

Em La Florida, Caracas, segundo um empregado, a situação da padaria ‘Gran Magestic’ é idêntica, o que obrigou a uma redução dos produtos em oferta.

“Só estamos a vender dois pães por pessoa e estamos a fazer o mínimo possível de bolos e pastéis, porque não há farinha suficiente. A farinha que temos dá apenas para fazer pão até terça-feira à noite. Depois, se não nos trazem e se não conseguimos farinha emprestada, teremos que parar temporariamente o fabrico de pão”, explicou.

Segundo o presidente da Federação Nacional de Trabalhadores da Farinha da Venezuela (Fetraharina), Juan Crespo, cinco dos 12 moinhos de trigo existentes no país estão paralisados por falta de matéria-prima.

“Não temos outra alternativa que não dizer ao Governo que agilize as compras, porque a nossa cultura não é de comer mandioca nem pão de arroz (…) se não há trigo não há farinha nem pão”, disse aos jornalistas.

Segundo Juan Crespo no setor da panificação e fabricação de massa trabalham quase 80 mil trabalhadores, dos quais 12 mil estão, neste momento, em risco de ficar desempregados.
MINISTRO DA ECONOMIA ABANDONA CARGO
Entretanto, o ministro da Economia, Luís Salas, abandonou o cargo onde esteve um pouco mais de um mês. O presidente Nicolás Maduro justificou esta segunda-feira a demissão com “razões pessoais”, agradecendo o “grande esforço” para acomodar o exercício do cargo com situações familiares.

O anúncio foi feito depois de uma reunião realizada no Palácio Presidencial onde Maduro discutiu a uma nova agenda económica, que prevê um conjunto de medidas a adotar, na sequência de ter sido decretado o estado de emergência económica no país. (observador)

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