ONU apela ao Reino Unido e Suécia para libertar Assange

(AP)

Na sexta-feira (5), especialistas da ONU apelaram às autoridades do Reino Unido e da Suécia para libertar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e respeitar o seu direito à liberdade de deslocamento.

O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da ONU declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a Assange por causa de uma investigação “pouco activa” da procuradoria da Suécia. A detenção de Assange foi realizada em detrimento do direito internacional.

“Em 4 de Dezembro, o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da ONU adoptou Resolução No. 54/2015 que considera que Julian Assange foi detido de forma arbitrária pelos governos da Suécia e do Reino Unido”, diz-se na declaração do grupo de especialistas da ONU.

Além disso, o Grupo de Trabalho afirmou que “a privação de liberdade de Assange deve ser cessada, a sua inviolabilidade pessoal e o direito à liberdade de deslocamento devem ser respeitas e que deve ter o direito à indemnização”.

Entretanto, recomendações do Grupo não são obrigatórias.

Em 2006 Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais secretos expondo corrupção e outros crimes. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava muitas matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas ele não se considerava como “fundador”, senão como um “editor-chefe”.

Entre outras coisas, o site WikiLeaks divulgou, neste ano, documentos que comprovam que os acordos TiSA, TPP e TTIP, de cooperação económica internacional, propugnados pelos EUA, prejudicarão as economias mundiais em uma tentativa de subjugá-las ao domínio dos Estados Unidos.

Em 2010, as autoridades suecas formalizaram acusações contra Assange por coerção sexual e estupro. Desde 2012, o fundador do WikiLeaks reside na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição por autoridades suecas aos Estados Unidos, onde pode encarar processos criminais por espionagem e publicação de milhares de páginas de documentos confidenciais. (SPUTNIK)

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