Oiça: som de buracos negros a colidirem prova Teoria da Relatividade Geral

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein foi oficialmente confirmada Foto:Wikimedia Commons/D.R

Um grupo de cientistas conseguiu ouvir a colisão entre dois buracos negros, provando que as ondas gravitacionais existem. A Teoria da Relatividade Geral de Einstein foi finalmente comprovada.

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein foi oficialmente confirmada esta quinta-feira. Um grupo de astrónomos afirmou ter conseguido ouvir e gravar o som de dois buracos negros a colidirem a mil milhões de anos-luz de distância, produzindo ondas gravitacionais. Esta é a primeira prova de que essas deformações existem mesmo no tecido espaço-tempo e que perturbam os campos gravitacionais, algo que Albert Einstein havia previsto no século passado.

O anúncio foi realizado pelos cientistas do Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais dos Estados Unidos da América. De acordo com as informações dadas aos jornalistas na conferência de imprensa convocada esta tarde, estas ondas gravitacionais (com 50 vezes mais energia que todas as estrelas do universo) fizeram vibrar as antenas do LIGO montadas em Washington e no Louisiana.

O relatório da descoberta , escrito por mais de 1000 autores incluindo alguns cientistas europeus, foi publicado esta quinta-feira na Physical Review Letters. “Acho que este vai ser um dos maiores avanços na física por muito tempo”, disse Szabolcs Marka, uma cientistas e académica do LIGO. Oiça aqui em baixo a gravação que o LIGO fez do som produzido pelos dois buracos negros a colidirem.
Três dos cientistas mais envolvidos na descoberta foram Kip Thorne (Instituto da Tecnologia de Califórnia), Rainer Weiss (Instituto da Tecnologia de Massachusetts) e Ronald Drever, um cientista reformado da Caltech. Eles explicam que até agora o tecido espaço-tempo “nunca tinha sido visto em perturbação”: seria o mesmo que nenhum de nós ter visto o mar revoltado ou num dia de tempestade. Quando os dois buracos negros colidiram, “o fluxo de tempo acelerou, depois abrandou e depois voltou a acelerar”, conta ao The New York Times o astrónomo Kip Thorne. (Observador)
por Marta Leite Ferreira

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