Mondego em Coimbra ainda “com muita água” e campos inundados — Proteção Civil

O rio Mondego continua com muita água e não pára de chover na região centro de Portugal Foto: Lusa/D.R

Os caudais do rio Mondego “continuam com muita água” e apesar não se terem registado novas ocorrências, os campos agrícolas permanecem inundados, disse à Lusa a Proteção Civil de Coimbra, por volta das 4:30 de hoje.

“Neste momento não temos novas situações. O rio continua com muita água”, explicou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra, indicando que os diques do Mondego continuam abertos.

“Os diques estão abertos para a água ir para o campo, para a parte baixa do Mondego”, indicou a mesma fonte.

Apesar da estabilização da situação, o caudal do rio ainda não baixou porque está a receber muita água dos afluentes, mas “se parar de chover, a tendência é entrar cada vez menos água no rio Mondego e que baixe o caudal”.

A Proteção Civil não faz qualquer previsão sobre quando os diques podem fechar, um processo que é automático e depende da quota de água registada: “Quando a água diminuir, automaticamente serão fechados (…) É [um processo] lento porque é uma bacia muito grande, muito larga, e a água vai ficar retida alguns dias ainda, até ficar totalmente desimpedida”.

Enquanto tal não acontece, permanecem inundados os campos agrícolas e as estradas aí localizadas.

“As estradas de campo estão todas cortadas, todas as que estão abaixo das quotas do rio”, indicou a fonte do CDOS, lembrando que todas as estradas nacionais estão abertas.

Inicialmente, a Proteção Civil receou que “povoações um pouco mais próximas” destes campos pudessem inundar, mas tal não se tem verificado.

“Neste momento, não temos nenhuma inundação em habitação. Durante o dia foi feito o trabalho todo e agora são feitas vigilâncias, algumas limpezas, mas nada de especial”, rematou.

Em Aveiro, a situação melhorou, com o CDOS do distrito a indicar que estão a ser abertas “algumas estradas porque o rio está a baixar bastante”.

Cortadas mantêm-se apenas as estradas dos campos agrícolas “que ainda estão inundados”, e em zonas como Espinhel e Óis da Ribeira.

Durante a madrugada não foi registada qualquer ocorrência. “Está a estabilizar, até a melhorar”, disse o CDOS.

Em Viana do Castelo, a noite está também a ser calma, com o CDOS do distrito a confirmar que não há registo de mais deslizamentos de terras.

No domingo, um deslizamento afetou quatro habitações em Serdedelo, no concelho de Ponte de Lima, obrigando 12 pessoas a pernoitar em casa de familiares.

“A ocorrência fechou, as pessoas foram deslocadas para casas de familiares. Ficou só um perímetro de segurança assegurado pela GNR, a zona está em mau estado. Como não há segurança para trabalhar à noite, a câmara irá verificar os estragos e decidir os trabalhos [de manhã]”, explicou fonte do CDOS de Viana do Castelo.

O cenário é também de acalmia no Porto, segundo a Proteção Civil: “Fomos tendo uma ou outra [ocorrência] durante a noite mas nada de especial. Acalmou mesmo muito”.

A Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) decidiu manter o alerta amarelo, o terceiro mais grave, até às 08:00 de hoje, altura em que é esperado um desagravamento do estado do tempo.

Devido ao estado do mar, com ondas que podem atingir 14 metros, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob ‘Aviso Vermelho’, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa até às 12:00 de hoje.

O mau tempo provou cheias, um morto e cortes de estradas e linhas ferroviárias durante o fim de semana.

Os distritos de Coimbra, Aveiro, Porto e Vila Real foram os mais afetados nos últimos dois dias por chuva intensa e vento forte, havendo também o registo de queda de neve na serra da Estrela. (Agência Lusa -ISG/MP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA