Ministro do Interior quer capacitação da PN para a garantia da segurança nas eleições gerais de 2017

Ângelo de Barros Veiga Tavares - Ministro do Interior (Foto: Gaspar dos Santos)

A Polícia Nacional deverá preparar-se para as eleições gerais de 2017, capacitando os seus quadros, para a grande responsabilidade que a ela está reservada, com vista a que estas decorram em segurança e com a normalidade necessária, afirmou hoje, domingo, o ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares.

Ao discursar no acto central do 40º aniversário da Polícia Nacional, em representação do Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas, José Eduardo dos Santos, o governante disse ser necessário que as forças policiais actuem com a devida isenção e no estrito cumprimento da Constituição e da lei.

Para si, para que as eleições decorram com a necessária normalidade, é necessário que todos se empenhem e tenham uma conduta digna, responsável e de respeito a diferença.

Aferiu que aos dirigentes políticos cabe um papel fundamental, devendo estes terem uma postura exemplar, moderação no discurso e educação dos militantes e simpatizantes dos seus partidos,”com vista a que a maior vitória seja a manutenção da Paz e da Ordem e Tranquilidade Públicas, imprescindíveis para o exercício contínuo da actividade política e o engajamento de todos para o desenvolvimento do país”.

Ângelo Veiga Tavares declarou que a Polícia Nacional desempenha um importante papel, na manutenção da segurança interna do Estado, pelo que todos os seus membros devem manter-se unidos e engajados, com vista ao alcance de soluções para os problemas que a conjuntura nacional e internacional suscitam.

Com efeito, fez saber que a corporação deverá prestar particular atenção a gestão dos seus recursos humanos, com vista a que os processos de provimento nos cargos, progressão na carreira, através de promoções e graduações e estímulos sejam feitos de forma cada vez mais justa.

“Deve-se gradualmente corrigir-se algumas incorrecções que temos vindo a registar neste domínio. Para tanto, para além do tempo de serviço não deveremos nos esquecer de alguns pilares essenciais nestes processos, como sejam a capacidade técnica e profissional, a idoneidade moral bem como a postura social desses efectivos”, expressou o ministro.

Fez saber, por outro lado, que algumas vezes o seu pelouro tem sido vítima de ataques e críticas infundadas e tentativas de denegrir a imagem da instituição, essencialmente através de publicações falsas ou notícias encomendadas.

“Não nos devemos deixar abalar por este facto. No entanto, devemos ter em atenção as críticas justas, acatá-las e melhorar o nosso desempenho e sancionar severamente aqueles que mancham a imagem da corporação com comportamentos negativos, não poucas vezes divulgados nas redes sociais. Por isso, é importante uma relação mais estreita com os órgãos de comunicação social e uma adequada política de comunicação e gestão da imagem da corporação” vincou.

Segundo o ministro, para o cumprimento exitoso das atribuições da Polícia Nacional, deve-se procurar pautar a actuação ou intervenção dos agentes por uma postura e conduta vincada no profissionalismo, com base nos princípios da legalidade, da urbanidade e imparcialidade, “para que possamos continuar a merecer a confiança que a sociedade em nós deposita”.

De igual modo, referiu que no processo de modernização da Polícia Nacional, particular atenção deverá ser prestada à Polícia de Intervenção Rápida (PIR), com vista a sua renovação contínua e o resgate do prestígio granjeado junto da população.

Criada no limiar da Independência Nacional por imperativo de Estado, segundo o ministro, a Polícia Nacional corporiza a sua acção e concretização na responsabilidade de garantir a ordem e tranquilidade públicas, a soberania nacional, a paz, a harmonia e estabilidade, fatores imprescindíveis à democracia, ao bem-estar e o desenvolvimento social, bem como na garantia e funcionamento do sistema de justiça de que é parte integrante.

“Estará eternamente registado na história de Angola o grande papel desempenhado pela Polícia Nacional na defesa da integridade territorial, lado a lado com as Forças Armadas”, disse o titular da pasta do Interior.

No seu discurso, declarou ainda que ao longo dos 40 anos de existência, a Polícia Nacional alcançou realizações em todos os domínios da vida, “que nos enchem de orgulho e são o resultado do génio e trabalho de muitos dos seus melhores filhos, alguns dos quais deram a sua própria vida e outros toda a sua juventude e saber, permitindo que ela hoje se tornasse forte e respeitada”.

A cerimónia bastante concorrida, decorrida no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, à Sul de Luanda, foi testemunhada por representantes de Departamentos Ministeriais, oficiais comissários e oficiais generais, entre outros convidados.

O acto foi marcado por um desfile de forças em parada e técnica em uso na Polícia Nacional. (ANGOP)

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