Microsoft planeia instalar centros de dados submarinos

(AFP)

O grupo norte-americano Microsoft planeia instalar centros de dados no oceano como parte de seu novo projecto Natick, revelado nesta segunda-feira.

“Ir debaixo de água pode resolver vários problemas com a introdução de uma nova fonte de energia, reduzir consideravelmente os custos de refrigeração, reduzir a distância com as populações conectadas e tornar a instalação de centros de dados mais simples e mais rápida”, disse o grupo em seu blog oficial.

A Microsoft diz que metade da população mundial vive a menos de 200 km de uma costa, e que um centro de dados debaixo de água também poderia trabalhar com a energia das ondas e marés, enquanto as temperaturas da água doce garantem um arrefecimento automático.

Um centro de dados representa geralmente uma potência informática e uma libertação de calor correspondente a centenas ou mesmo milhares de computadores.

A ideia inicial foi de Sean James, especialista em centros de dados da Microsoft que trabalhou por três anos nos submarinos da marinha dos Estados Unidos.

“Eu vi como podemos por electrónicos sofisticados debaixo de água, e mantê-los protegidos da água salgada”, explicou James no blog da Microsoft.

O projecto baptizado Natick busca determinar a viabilidade desses potenciais centros de dados submarinos.

No ano passado, um primeiro teste de um protótipo de imersão foi realizado por três meses no Oceano Pacífico, cerca de um quilómetro da costa, onde ainda pode ser conectado a uma rede de computador padrão.

O recipiente de 17 toneladas e cerca de três metros de comprimento continha um mini-centro de dados com uma potência informática equivalente a cerca de 300 computadores de escritório.

Com a excepção de uma verificação mensal por um mergulhador, o bom funcionamento do presente protótipo poderia ser monitorado remotamente e de forma contínua por câmaras e receptores da sede da Microsoft em Redmond (noroeste dos Estados Unidos), mesmo durante a passagem uma pequena onda de tsunami, disse a empresa. (AFP)

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