Mais de 50 casos de óbitos suspeitos de febre-amarela registados no país

Directora nacional da Saúde Pública, Adelaide de Carvalho (Foto: Joaquina Bento)

Cinquenta e um casos de óbitos, dos 240 casos suspeitos de febre-amarela, foram registados, de 30 de Dezembro de 2015 a 11 de Fevereiro do ano em curso, no país, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, a directora nacional da Saúde Pública, do Ministério da Saúde (MINSA), Adelaide de Carvalho.

A informação foi avançada durante uma conferência denominada “Café de Ideias” com os profissionais da Comunicação Social, que teve como objectivo manté-los informados, capacitados e envolvidos nas acções desenvolvidas na prevenção e combate à doença da febre-amarela, dentro do plano de actividades para o reforço da comunicação e mobilização social.

A oradora fez saber que o município de Viana é o mais afectado, com 92 casos suspeitos de febre-amarela e 29 óbitos e, de igual modo, a província da Huíla com 30 casos e seis óbitos.

Informou que nas últimas 24 horas, foram notificados mais 33 casos e 11 óbitos, sendo o município Viana o mais afectado com oito casos e seis óbitos.

“Estamos a viver um caso de epidemia e qualquer pessoa está susceptível a contrair a doença. A orientação é vacinar as mulheres grávidas acima do terceiro mês de gestação, de forma a proteger a si e o seu filho”, disse.

Avançou que já foram vacinadas em Luanda 451 mil e 266 pessoas, num total previsto de 1 milhão 578 mil e 85 pessoas.

Salientou que o técnico de saúde tem que estar capacitado para ver o doente, identificar e aplicar os métodos que lhe permitam excluir a doença e o manuseamento do paciente.

Referiu que a vacina é a prevenção mais eficaz para a febre-amarela, já que com uma dose única confere imunidade para toda vida.

“Devemos estar atentos aos sintomas da febre-amarela, controlando a febre alta, calafrios, fraqueza, dores de cabeça, vómitos e hemorragias nos casos mais graves”, frisou.

Apelou a sociedade a proteger-se usando as redes nas janelas, dormir debaixo do mosquiteiro impregnado, uso de inseticidas e evitar a multiplicação do mosquito.

Sublinhou que para acelerar a vacinação e reduzir rapidamente a propagação da febre, precisa-se de mil e 700 equipas para agir intensivamente e poder-se melhorar a situação.

A febre-amarela é uma doença febril hemorrágica transmitida pela picada do mosquito infectado. (ANGOP)

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