Laurent Fabius novo Presidente do Conselho constitucional

Laurent Fabius à saída do Eliseu hoje 10 de fevereiro de 2016, nomeado Presidente do Conselho constitucional francês (REUTERS/Jacky Naegelen)

O presidente francês, François Hollande nomeou, o até hoje chefe da diplomacia, Laurent Fabius, como Presidente do Conselho constitucional, onde vai terminar a sua carreira, tendo passado pelos cargos mais importantes do Estado.

A nomeação de Laurent Fabius, como Presidente do Conselho constitucional, o equivalente ao Tribunal constitucional, é a cereja em cima do bolo, de uma longa carreira a nível do Estado francês.

Laurent Fabius, foi primeiro-ministro aos 37 anos, presidente da Assembleia nacional, ministro da economia e finanças e até esta quarta feira, 10 de Fevereiro, ministro dos negócios estrangeiros.

Fabius, tem um percurso clássico da elite política francesa, tendo feito, o Liceu Luis O Grande, agregação de literaturas modernas, na prestigiada Escola Nacional Superior, ciências políticas, no prestigiado Instituto de ciências políticas de Paris e a Escola de administração pública, donde saiu como magistrado conselheiro do Supremo Tribunal administrativo.

Nomeado pelo Presidente François Hollande, Laurent Fabius, vai substituir no cargo, por 9 anos, Jean-Louis Debré, jurista e político da direita, filho de um dos autores da Constituição da V República francesa.

O Presidente Hollande, fala aliás esta quinta-feira, 11 de Fevereiro, na Televisão e na Rádio, onde abordará, certamente, a substituição de Laurent Fabius, o que implica uma remodelação governamental, que vem sendo anunciada há alguns dias pela imprensa francesa.

Uma imprensa, que vê como favorita ao posto de chefe da diplomacia, a ministra do Ambiente, Ségolène Royal, ex-mulher do Presidente Hollande, com quem tem 4 filhos, numa lista de vários outros nomes, como o ministro da economia, Michel Sapin, ou as antigas ministras, Martine Aubry e Élisabeth Guigou.

Enfim, ainda sobre Laurent Fabius, numa das suas últimas conferências de imprensa, reivindicou dois grandes sucessos, enquanto chefe da diplomacia francesa, a COP-21, a cimeira mundial sobre alterações climáticas, que decorreu em Paris, em dezembro do ano passado e o acordo sobre o nuclear iraniano.

Fabius, foi elogiado pelos grandes diplomatas de carreira de ter sido um bom ministro dos Negócios estrangeiros e também por colegas do seu partido socialista francês.

Mas na oposição, o antigo secretário de estado dos Negócios estrangeiros, Pierre Lellouche, especialista de estratégia e relações internacionais, reagiu dizendo, pelo contrário, que a diplomacia de Fabius não foi êxito nenhum, quando se olha para as crises no Médio oriente, na Ucrânia e na União europeia. (RFI)

por João Matos

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