Juros da dívida portuguesa continuam sob pressão, sobem para 4,4%

(Bloomberg)

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos aumenta 30 pontos base esta sexta-feira para 4,409%. Prémio de risco voltou a ultrapassar os 400 pontos base.

Mais um dia de nervosismo no mercado de dívida nacional. A taxa a dez anos escala 30 pontos base para 4,409%, a sétima sessão consecutiva de agravamento dos juros implícitos de Portugal. Isto depois de na quinta-feira, as obrigações portuguesas terem vivido uma dos dias mais voláteis dos últimos anos, com a taxa a subir de 3,9% para 4,5% em cerca de duas horas. A “yield” terminaria o dia em 4,107%.

A subida da taxa nacional esta sexta-feira ocorre num dia em que os mercados mostram alguma acalmia. As bolsas europeias recuperam e as taxas da dívida italiana, por exemplo, até conseguem uma descida ligeira de 1,4 pontos base para 1,7%. Já as obrigações espanholas estão praticamente inalteradas com a taxa a subir 0,8 pontos base para 1,788%.

Os analistas têm justificado a instabilidade no mercado de dívida nacional com os receios sobre a reacção das agências de “rating” ao Orçamento do Estado para 2016. E consideram que aumentou o risco da DBRS, a única das quatro agências seguidas pelo BCE com “rating” acima de “lixo”, corte a notação de Portugal em Abril.

“Vemos agora um maior risco de Portugal perder o seu único “rating” de grau de investimento, concedido pela DBRS. Esta classificação é crucial já que é necessário pelo menos uma notação de grau de investimento para um país ser elegível para o programa de compras do BCE”, considerou Diego Iscaro, economista da IHS Global Insights. (Jornal de Negocios)

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