João Lourenço destaca Batalha do Cuito Cuanavale

João Lourenço, Ministro da Defesa Nacional, na cidade de Menongue ((Foto: Armando Morais)

O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, afirmou hoje, quinta-feira, em Menongue, que entre as batalhas ocorridas no país, a do Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango, foi a maior de todas, porque marcou o ponto de viragem do conflito em Angola e em toda a África Austral.

O ministro, que discursava no acto central do 55º aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional, que acontece em Menongue, afirmou que a Batalha do Cuito Cuanavale foi a maior de todas ocorridas no país, porque vergou o regime do Apartheid da África do Sul e abriu o caminho à liberdade dos povos da África do Sul e da Namíbia.

João Lourenço disse que desde o longínquo dia 4 de Fevereiro de 1961, o país enfrentou outras batalhas para assegurar e consolidar a sua independência, a soberania e a liberdade duramente conquistada. A este propósito citou as batalhas de Kifangondo, em Luanda, de Cabinda, Hebo (Cuanza-Sul), Cahama (Cunene), Kangamba (Moxico) e a da resistência do Cuito/Bié.

Mas, sem sombras de dúvidas, surgiu a maior batalha de todas, a do Cuito Cuanavale, bem aqui no Cuando Cubango, ponto de viragem, não só para o conflito em Angola, mas na África Austral, em geral, porque abriu caminho à liberdade dos povos da Namíbia e da África do Sul, destacou.

“Aqui, nesta província, foram escritas páginas gloriosas da história recente de África, de que nos devemos todos orgulhar e transmitir às gerações vindouras”, sublinhou João Lourenço, defendendo ser importante recordar e exaltar o rico passado de Angola de resistência de luta e de vitórias.

A respeito fa efeméride, referiu que ao longo da história conheceram-se sucessivas revoltas, lideradas por bravos combatentes, que mesmo sabendo da prisão e da morte que os esperava, levantaram os seus povos contra as injustiças de que eram vítimas, tendo destacado as figuras Nginga Mbandi, os reis Ngola Kiluanje, Ekuikui, Mandume Ya Ndemofayo, entre outros.

Estes, continuou, deixaram um legado até ao 4 de Fevereiro de 1961, com o assalto às prisões de Luanda, por um grupo de patriotas, com destaque para Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, entre outros, dando assim início à Luta Armada de Libertação Nacional, de uma forma mais organizada.

“Os frutos da liberdade, começamos colher 14 anos depois, com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, na voz do Presidente António Agostinho Neto”, referiu. (ANGOP)

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