Huíla: Terapeuta desaconselha centros naturais a internar pacientes com febre-amarela

Miguel Catengue - médico naturalista (Foto: José Krithinas)

O director nacional para formação da Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional, Natural, Alternativa e não Convencional em Angola, Miguel Catengue, chamou hoje, no Lubango, província da Huíla, atenção aos terapeutas tradicionais, a evitarem atender e internar pacientes com suspeita de febre-amarela.

Em declarações à Angop, em função de alguns pacientes com sintomas da doença que fogem dos hospitais para o tratamento tradicional, o médico disse ser necessário que os responsáveis de centros naturais tenham a noção e a responsabilidade da doença, uma vez que os mesmos não dispõem de condições para o efeito.

“Quando um terapeuta se deparar com um doente com febre-amarela, deve imediatamente aconselhar o mesmo a se dirigir ao hospital convencional, no sentido de evitar problemas, visto que a febre-amarela não se trata com plantas”, realçou.

Segundo o responsável para formação da referida câmara, a medicina tradicional não possui ainda uma lógica de tratar a febre-amarela, uma vez que a sua acção está entregue a convencional e se existir instituições que são controlados pela sua instituição as mesmas devem ser responsabilizadas.

Referiu que os técnicos devem pautar por um espírito de profissionalismo e não aceitarem apenas dinheiro, sendo que está a imagem da instituição e de outros que exercem a actividade com rigor e serenidade.

Entretanto, desde Janeiro até a presente data, as autoridades sanitárias da província da Huíla, registaram 41 casos suspeitos da febre-amarela, que causou já a morte de oito pessoas.

A Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional, Natural, Alternativa e não Convencional em Angola, controla mais de três mil filiados. (ANGOP)

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