Grécia chama embaixador em Viena para consultas

Refugiados detidos na Grécia devido a controle de fronteira feito pelo governo da Macedônia (REUTERS)

Decisão é tomada depois de o país ter sido excluído de reunião com países dos Bálcãs, convocada pela Áustria, para debater medidas que limitem fluxo migratório rumo à Europa.

A Grécia convocou seu embaixador em Viena para consultas, afirmou o Ministério grego do Exterior nesta quinta-feira (25/02), depois de o país não ter sido convidado, pela Áustria, para uma reunião com países dos Bálcãs sobre a crise migratória na Europa.

Segundo comunicado do ministério, a decisão visa “resguardar as relações amigáveis entre os Estados e as pessoas da Grécia e da Áustria”.

Os participantes do encontro desta quarta-feira, em Viena, concordaram em coordenar ações para limitar o fluxo migratório entre seus países. Controles de fronteiras em alguns desses países fizeram com que milhares de refugiados ficassem retidos na Grécia.

“Iniciativas unilaterais para resolver a crise dos refugiados e violações de leis internacionais e europeias por estados-membros da União Europeia é uma prática que vai minar os próprios fundamentos da unificação europeia”, afirmou o ministério grego. “A responsabilidade por lidar com a crise migratória e de refugiados não pode sobrecarregar um único país”, acrescentou.

A Áustria e nove países dos Bálcãs ocidentais decidiram nesta quinta-feira em Viena reforçar a sua cooperação para deter, ou ao menos frenar, o fluxo migratório na chamada rota dos Bálcãs.

A reunião de ministros do Interior e do Exterior foi marcada pela ausência da Grécia, o primeiro país da União Europeia a acolher os refugiados que partem da Turquia.

De acordo com os ministros, deverá ser estabelecido em Viena, com a Interpol e a Europol, um centro operacional de combate comum contra os traficantes de pessoas.

A ministra austríaca do Interior, Johanna Mikl-Leitner, destacou que, apesar das críticas provenientes de diversos parceiros comunitários, os países participantes foram “forçados a tomar medidas nacionais”.

“Não podemos prosseguir como no ano passado”, acrescentou a ministra, numa referência às centenas de milhares de refugiados que atravessaram a região a caminho da Europa Ocidental. (DW)

AS/rtr/afp/lusa

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