Filomena de Oliveira: “É uma situação dramática porque não temos alternativas”

(Foto: D.R.)

Os empresários são os principais prejudicados com a redução de divisas no mercado bancário. A empresária Filomena de Oliveira responde a quatro perguntas do Semanário Económico sobre o impacto da escassez de divisas na actividade das empresas.

1- Como analisa a falta de divisas em Angola?

É uma consequência lógica quando o país não tem o controlo do preço no mercado internacional do preço do seu produto de maior exportação, o petróleo, e este baixa drasticamente e é pago em divisas.

2- Na sua opinião como é que as empresas podem contornar essa situação?

Usando criatividade, procurando parcerias estratégicas dentro e fora do país, para se poder Diversificar a economia com competitividade, desde que o ambiente de negócios seja desburocratizado e optimizado, haja crédito: barato rápido desburocratizado e acessível, e neste caso o Estado passe de concorrente desleal a parceiro estratégico.

3- Que consequências teremos para o empresariado nacional, para a nossa economia e para a sociedade?

Muitas mais empresas ainda vão desaparecer aumentando o desemprego e a pobreza, até conseguirmos equilibrar e aprendermos a viver com o que temos, desenvolvendo a micro, pequena e média empresa a nível da produção, da transformação e da indústria usando para o efeito os vastos recursos naturais que possuímos e capacitando na excelência os nossos quadros nacionais.

4- Uma nota de 100 dólares americanos está a ser comercializado no mercado informal a 35 mil kwanzas. Como avalia esta situação?

De momento é uma situação dramática porque não temos alternativas imediatas para resolver a nossa dependência do dólar, mas temos sim a oportunidade de substituir o dólar por uma moeda mais favorável e que os penalize menos fortalecendo o nosso Kwanza com uma produção nacional robusta e auto-suficiente. (semanarioeconomico)

Por: Sónia Cassule

 

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