Ex-procurador Orlando Figueira detido por suspeitas de corrupção

(JOSÉ LUÍS COSTA/LUSA)

Orlando Figueira esteve envolvido em processos de políticos angolanos e está a ser investigado por alegadamente ter recebido milhares de euros enquanto exercia funções no DCIAP, diz o DN.

Orlando Figueira trabalhou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) até setembro de 2012 e está a ser investigado por suspeitas de corrupção, avança o Diário de Notícias. O ex-procurador do Ministério Público esteve envolvido em vários processos relacionados com políticos angolanos. Posteriormente, foi trabalhar para a área de ‘compliance’ do Millennium BCP e a sua actividade nesse emprego também está sob suspeita.

A Polícia Judiciária está a realizar buscas em bancos e empresas para recolher documentos sobre pagamentos feitos enquanto foi procurador do Ministério Público. Foram detetados pagamentos de milhares de euros feitos no estrangeiro e suspeita-se que terão sido contrapartida para decidir arquivar alguns processos relativos a Angola.

A investigação está a ser promovida pela Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) e acompanhada pelo atual diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, segundo o Diário de Notícias.
PGR confirma operação em larga escala

Chama-se Operação Fizz, já tem confirmação oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) e trata-se de uma operação em larga escala em que participam 11 procuradores, 8 juízes e mais de 60 inspectores da Polícia Judiciária.

Segundo comunicado da PGR, emitido ao final da manhã desta terça-fera, o Ministério Público “realiza hoje buscas a domicílios mas também a escritórios de advogados e a instituições bancárias. Na operação participam onze procuradores da República, oito juízes e seis dezenas de elementos da PJ”, lê-se no comunicado.

Segundo informação do Público, o procurador Orlando Figueira terá sido detido pela Judiciária e deverá ouvido hoje por um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal.

A PGR, contudo, não confirma a identidade do detido, afirmando apenas no seu comunicado que que foi realizada uma detenção e que está “em causa está o recebimento de contrapartidas por parte de um magistrado do Ministério Público (em licença sem vencimento de longa duração desde setembro de 2012) com a finalidade de favorecer interesses de suspeito, em inquérito cuja investigação dirigia”.

De acordo com o organismo liderado por Joana Marques Vidal, “os factos em investigação indiciam suspeitas da prática dos crimes de corrupção passiva na forma agravada, corrupção activa na forma agravada, branqueamento e falsidade informática”. (OBSERVADOR)

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