EUA e UE pretendem “cessar-fogo imediato” na Síria após “proposta concreta” da Rússia

Estados Unidos pedem o cessar fogo imediato na Síria Foto: Lusa/D.R

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) pronunciaram-se hoje por um “cessar-fogo imediato” na Síria após a Rússia ter avançado com uma “proposta concreta” para pôr termo a um devastador conflito que se prolonga há cinco anos.

“Os Estados Unidos continuam a bater-se por um cessar-fogo imediato”, referiu à agência noticiosa France-Presse um diplomata norte-americano em Washington, enquanto decorria a reunião internacional de Munique consagrada a esta guerra, e numa referência à proposta de Moscovo evocada pelos media russos sobre uma eventual trégua a partir de 01 de março.

“Prosseguiremos o nosso trabalho por diversos canais para o conseguir logo que possível”, sublinhou o diplomata em Washington, reafirmando a posição do seu ministro John Kerry, atualmente em Munique e que desde há uma semana sugere um cessar-fogo “imediato” e o fim dos bombardeamentos russos na região da cidade síria de Alepo.

Também presente em Munique na reunião do Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG), a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, exigiu em simultâneo um cessar-fogo “imediato”, à semelhança dos EUA e outros parceiros ocidentais, e em contraste com a sugestão de Moscovo sobre o anúncio de uma trégua para 01 de março.

Mogherini assegurou que a UE pretende a aplicação imediata do acordado em finais de 2015, relacionado com o fim da violência, assistência humanitária à população civil e início das negociações para garantir uma paz duradoura.

Antes, e também em Munique, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, anunciava uma “proposta concreta” de cessar-fogo na Síria e disse que aguardava a resposta de Washington e do seu homólogo norte-americano John Kerry antes da sua apresentação formal.

A reunião do ISSG reúne os principais atores da crise, incluindo os EUA, Rússia, Irão, Arábia Saudita e Turquia, e iniciou-se às 18:00 locais (17:00 em Lisboa). (Agência Lusa – PCR/EL)

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