EUA dispõem -se a trabalhar para reduzir impacto da seca no sul do país

Secretária adjunta do Departamento de Estado americano para os Assuntos Africanos - Linda Thomas-Greenfield (Foto: Alberto Julião)

A secretária adjunta do Departamento de Estado americano para os Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield, manifestou nesta quarta-feira a disponibilidade do seu governo em ajudar a atenuar o sofrimento derivado da seca às populações da zona sul do país.

Falando em vídeo-conferência realizada na embaixada dos EUA em Luanda, a dirigente norte-americana considerou que, tal como na Etiópia, a administração Obama está preocupada com o efeito dos desastres naturais na região sul de Angola, onde a seca tem tido um impacto muito negativo sobre as populações locais e está a mobilizar meios para o seu apoio.

“Estamos a envidar esforços para levar ajuda a essas populações, dizer-lhes o que pode ser feito, procurar angariar mais fundos, bem como consciencializar-lhes sobre as consequências destes problemas”, sublinhou.

Linda Thomas-Greenfield recordou que a África tem sido muito afectada pelos efeitos do fenómeno El-Nino, sobretudo na Etiópia, onde 11 milhões de pessoas são afectadas.

A vídeo-conferência de imprensa, que contou com a presença da administradora adjunta da Agencia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) para África, Linda Etim, serviu para fazer um balanço da participação das duas interlocutoras na última cimeira da União Africana (UA), em Addis Abeba.

Na ocasião, a secretária adjunta do Departamento de Estado considerou que a cimeira da UA teve como foco principal a situação no Sudão do Sul, em que após tantas reuniões que culminaram num acordo de paz, não se tomaram os passos necessários para manter este acordo, e como resultado tem se multiplicado o sofrimento das populações sul-sudanesas.

“No Sudão do Sul, encorajamos os representantes do Sudão do Sul a implementar o acordo de paz. Os Estados Unidos e a comunidade internacional prosseguem os seus esforços para convencer esses líderes a voltarem à mesa de negociações, uma vez que a situação esta a levar a deterioração da situação humanitária deste país”, disse a responsável, apelando para que os sul-sudaneses se importem com o impacto da guerra no seu povo.

Quanto ao Burundi, a dirigente americana referiu que teve igualmente uma atenção especial nos trabalhos da cimeira.

Saudou ainda a iniciativa da administração Obama “Power Africa”, dizendo que os americanos têm motivos para estar “orgulhosos e que a iniciativa irá ter um impacto sustentável e duradouro para o continente africano”.

Por sua vez, a administradora adjunta da USAID, Linda Etim, manifestou a sua satisfação pela disponibilidade dos líderes africanos de abordar questões prementes que afectam o continente, como as alterações climáticas, a boa governação, questões do género e até sobre a agricultura.

Tal como a sua predecessora, a representante da USAID destacou o importante papel da parceria dos EUA com os governos africanos e organizações do sector privado, sobretudo no que respeita aos desafios da criação de infra-estruturas, nomeadamente a expansão da electricidade às áreas mais remotas de África.

A dirigente da agência norte-americana para o Desenvolvimento sublinhou que o programa “Power Africa” catalisou vários esforços do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Banco Mundial e levou vários outros países a assumirem um compromisso, no âmbito desta iniciativa do presidente Obama.

As duas individualidades norte-americanas concluíram dizendo que a cimeira da UA é um evento de extrema importância para as relações dos EUA com a África, uma vez que proporciona uma oportunidade para juntos tratar de questões que são prioridade para os Estados Unidos, bem como identificar com os parceiros africanos novas possibilidades de cooperação, visando uma complementaridade recíproca. (ANGOP)

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