Etiópia: Terminou cimeira da União Africana

George Chikoti - Ministro das Relações Exteriores (Foto: Antonio Escrivão)

A Cimeira da União Africana (UA), aberta sábado último, em Addis Abeba (Etiópia), encerrou-se neste domingo, em cerimónia orientada pelo Presidente do Chade e, doravante, também em exercício da organização continental, Idriss Déby Itno.

Ao fazer o balanço dos trabalhos do evento, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, que representou na Cimeira o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, considerou-a positiva, pois os vários pontos inscritos na agenda foram discutidos.

“A jornada foi positiva, uma vez que participamos em todas as comissões criadas para discutir os assuntos inscritos na agenda da própria Cimeira”, disse o governante à imprensa angolana.

Chikoti aludiu igualmente a agenda paralela das distintas delegações que teve de receber para conversar sobre diversos assuntos relativos à África e, sobretudo solicitando as opiniões de Angola e do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre determinados temas.

Quanto a Cimeira, o chefe da diplomacia angolana avaliou que correu bem, particularmente no que diz respeito à reafirmação em termos de direitos humanos e a incidência sobre a mulher.

“Relativamente às questões de paz e segurança, em termos do continente, podemos dizer que tomaram-se boas decisões, sobretudo para o caso do Burundi, que foi o mais discutido”, realçou.

A respeito disso, informou que os chefes de Estado e de Governo concordaram que não tomariam nenhuma decisão que contrariasse o Governo do Burundi, mas que iriam constituir uma missões de Chefes de Estado da UA que irá visitar aquele país, a fim de encorajar as autoridades locais a consolidar uma situação de paz em todo o território nacional.

Na opinião de Georges Chikoti, tomaram-se igualmente boas decisões relativamente à luta conta o terrorismo, um fenómeno novo, mas que em poucos anos tem estado a crescer em vários países africanos.

“Agora haverá uma maior coordenação a partir das regiões do continente, mediante a partilha de inteligência e, sobretudo, olhar-se para as acções de longa data para conter o terrorismo de maneira geral”, sublinhou.

Notou que o terrorismo tem uma componente militar, social e económica, daí que os governos devem trabalhar para que em certas comunidades haja uma maior atenção aos problemas básicos das populações.

Para Georges Chikoti, o aumento do nível de educação das populações para que não sejam vítimas da ideologia dos grupos terroristas também deve constar nas agendas dos governos.

“Penso que neste aspecto tomaram-se boas decisões”, considerou o ministro, sublinhando a reafirmação da Cimeira em termos de uma maior coordenação entre os Estados-membros da UA, no que concerne ao aumento das suas contribuições ao orçamento da organização.

Integraram a comitiva angolana à Cimeira, o embaixador de Angola na UA, Arcanjo do Nascimento, o representante do país nas Nações Unidas, Ismael Martins, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, a ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgada, e outros responsáveis. (ANGOP)

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