Encerramento do Espaço Schengen custaria 110 biliões de euros à Europa, diz França

(REUTERS/Vincent Kessler)

Uma retomada permanente dos controles fronteiriços na Europa custaria aos países signatários da área de livre circulação conhecida como Espaço Schengen cerca de 110 biliões de euros ao longo da próxima década, afirmou o centro de estudos oficial do governo da França nesta quarta-feira.

O acordo Schengen é uma peça central da integração europeia, mas, pressionados pelos eleitores alarmados com o influxo inédito de imigrantes da África e do Médio Oriente, vários países já retomaram temporariamente o controle de suas fronteiras com vizinhos também membros da União Europeia.

Um estudo do France Strategie, centro de pesquisas ligado ao escritório do primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou que a queda no turismo e no comércio entre as fronteiras, causada pelo encerramento definitivo da área de livre circulação, custaria à Europa 0,8 por cento da produção económica ao longo de 10 anos.

Só para a França, o custo seria de 1 ou 2 biliões de euros a curto prazo e de 10 biliões de euros em uma década, o equivalente a 0,5 por cento de seu Produto Interno Bruto (PIB), afirmaram os autores do estudo.

“A longo prazo, a generalização do controle de fronteira permanentes seria equivalente a um imposto de 3 por cento nas operações comerciais entre países do Espaço Schengen, o que levaria a um declínio estrutural de 10 a 20 por cento no comércio”, escreveram.

Metade do custo seria devido à queda do turismo, 38 por cento por causa do impacto nas pessoas que trabalham entre as fronteiras e 12 por cento resultante do custo adicional com o frete de cargas, argumentaram.

Das 26 nações do Espaço Schengen, seis membros, incluindo a Alemanha, reintroduziram controles fronteiriços temporários em reacção às centenas de milhares de imigrantes que tentam chegar aos países mais prósperos da União Europeia. (REUTERS)

por Michel Rose

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