Empresários portugueses interessados em investir no ramo agro-industrial em São Tomé

Empresários portugueses no ramo agroalimentar interessados em fazer investimentos em São-Tomé e Príncipe Fot: Lusa/D.R

Empresários portugueses no ramo agroalimentar que integram uma delegação da Câmara Agrícola Lusófona (CAL) consideram São Tomé e Príncipe um “potencial mercado para investimento”.

A delegação da CAL está em São Tome a explorar áreas de investimentos, estreitar relações e procurar parcerias com empresas são-tomenses.

“Apesar de ser um mercado pequeno, é um mercado que hoje, em termos de negócios com Portugal são 57 milhões de euros anual, dos quais 30% é o setor agroalimentar e outros 20% é do setor ligado ao serviço agrícola”, disse Jorge Santos, presidente da CAL, à saída de um encontro com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural são-tomense.

“Estamos a falar de máquinas, sementes, adubos, fertilizantes, enfim estamos a falar que 50% tem a ver com o setor de agronegócio que é manifestamente importante nesta relação comercial com São Tomé e Príncipe”, acrescentou.

Nos últimos dois dias a delegação portuguesa visitou várias empresas, empreendimentos e locais turísticos e teve encontros com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Manuel Salvador dos Ramos, com a embaixadora de Portugal em São Tomé, Paula da Silva, e reuniu-se com a Câmara são-tomense do Comercio, Industrias, Agricultura e Serviços (CCIAS).

A intensificação das relações comerciais com as empresas nacionais é outro objetivo da visita deste grupo empresarial português ao arquipélago.

“Nós temos um projeto que é o de criar uma linha de comércio entre os países de língua oficial portuguesa e criarmos uma marca com os produtos não perecíveis, em que se inclui o café, a pimenta o açafrão. É importante desenvolver e intensificar esse comércio”, disse.

A pesca é outro setor em que os empresários portugueses ambicionam desenvolver comércio com São Tomé.

“São Tomé tem uma costa formosa e tem um pescado de qualidade, é nossa intenção reforçar o comércio bilateral com São Tomé e que as empresas portuguesas possam intensificar essa presença”, disse o responsável.

Neste sentido, em declarações aos jornalistas, Leonel Vasco, da empresa Gelpeixe, manifestou a expetativa de poder vir a realizar negócios em São Tomé, de forma a “satisfazer parte das necessidades” de fornecimento de peixe.

A delegação da CAL termina a visita a São Tomé e Príncipe no próximo dia 20. (Agência Lusa – MYB/VM)

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