Efectivo da PN cresce de 15 mil para 120 mil ao longo dos últimos 40 anos

Ambrósio de Lemos, comandante geral da Polícia Nacional (Foto: Gaspar dos Santos)

O efectivo da Polícia Nacional, em todo o país, evoluiu de 15 mil, por altura da sua criação, para os actuais 120 mil que hoje têm contribuído para a manutenção da ordem pública, de acordo com o comandante geral da corporação, comissário-geral Ambrósio de Lemos.

Ambrósio de Lemos, que falava em conferência de imprensa no quadro dos 40 anos da independência nacional, a assinalar-se a 28 de Fevereiro do corrente, considerou ainda como sendo satisfatório o empenho da corporação durante os 40 anos de independência, bem o seu crescimento e trabalho de asseguramento das comunidades.

Ressaltou também, durante a conferência de imprensa, que este período permitiu à corporação uma desenvoltura contínua face às acções estratégicas de reforço no combate à posse ilegal de arma, má conduta, corrupção e outras acções com vista o aumento da segurança e estabilidade pública.

Ambrósio de Lemos explicou que o recurso às tecnologias e outros meios adequados, para facilitar o trabalho da polícia, ainda estão aquém das expectativas, mas ainda assim ressaltou os avanços verificados ao longo dos 40 anos de trabalho.

“ Temos desafios e fazemo-lo gradualmente para atender toda rede nacional devido a factores determinante que não se limitam a unidades físicas”, disse.

O comissário-geral apontou ainda a questão da aquisição de mais e melhores meios para a movimentação dos efectivos e cumprimento das suas obrigações.

Referiu ser igualmente objectivo da Polícia Nacional trabalhar para que se reduzam os índices de criminalidade, dai que a mesma tem estado a adaptar-se à realidade de cada momento e região.

O comandante perspectivou ainda o aumento das acções de proximidade da polícia nacional, bem como de meios disponíveis e de infra-estruturas policiais.

Ambrósio de Lemos realçou ainda este esforço de proximidade, tendo apresentado como exemplo o facto de, em muitas situações, a população ter contribuído com a disponibilização de terras para a construção de postos policiais e esquadras, “esta é uma demonstração da proximidade entre polícia e a população”.

No entanto, apelou à população para que não fique indiferente perante acções de desordem pública, denunciando-as para as autoridades policiais locais.

Esclareceu ainda que, para os próximos tempos, a incorporação na Polícia Nacional será sobretudo na base de pessoas que já cumpriram o serviço militar obrigatório, mas que, ainda assim, não se prevê a admissão de candidatos a curto prazo. (ANGOP)

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