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Dólar em máximo de três meses e petróleo em alta seguram Wall Street
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Dólar em máximo de três meses e petróleo em alta seguram Wall Street

Várias cotadas do S&P 500 com receitas abaixo do previsto ou antecipação de vendas aquém da expectativa pressionam a bolsa, no segundo dia de valorização do crude.

A bolsa de Nova Iorque abriu nesta quinta-feira com os principais índices em movimento indefinido, apresentando-se o S&P 500 como o mais próximo da linha de água.

A ajudar na negociação está a quebra da moeda norte-americana para níveis de Outubro, no ‘cross’ com a “moeda única”, cotando agora em 1,12 dólares por euro, o que torna mais atractivas as exportações para o “velho continente”.

Outro contributo para o índice de referência provém da cotação do petróleo, a recuperar para níveis mais próximos do arranque do ano. No crude negociado em Nova Iorque, ao disparo de 8% na quarta-feira seguem-se ganhos de 3% para mais de 33 dólares por barril. Já o ‘brent’, crude do Mar do Norte referencial para Portugal, negoceia acima dos 35,5 dólares, numa valorização de 1,4% que sucede aos ganhos de 7% na sessão de ontem.

Tal como na Europa, onde a Repsol, a BP e a Galp puxam pelos respectivos índices, numa sessão mista no conjunto das várias praças do continente, também em Wall Street o petróleo evita males maiores a este arranque de quinta-feira. ExxonMobil e Chevron são duas das cotadas deste sector com um segundo dia consecutivo de ganhos.

Apesar de os principais índices norte-americanos se apresentarem na linha de água, com o S&P a recuar 0,1% após ganhos de 0,5% no dia de ontem, o crude é o contrapeso numa sessão em que várias cotadas estão a apresentar o reflexo da quebra das expectativas dos investidores relativamente aos seus resultados. A retalhista Kohl’s Corp é disso exemplo, tombando 16%. A nossa conhecida GoPro iguala essa queda, não pelos prejuízos no trimestre passado, mas por projectar vendas abaixo do previsto para o actual. Já a Philip Morris (dona da marca de tabaco Marlboro, entre outras), cotada com capitalização na casa dos 120 mil milhões de euros, perde 3,2% após anunciar um 2016 mais fraco que o expectável.

Além da permanente incógnita sobre a saúde da economia chinesa, outro dos elementos a perturbar os mercados é a dúvida relativamente aos sinais que os bancos centrais têm emitido relativamente à conjuntura global. Hoje, o Banco de Inglaterra deixou a taxa de juro de referência no valor mínimo recorde de 0,5%, após os seus responsáveis baixarem a perspectiva de inflação e crescimento. O governador afirmou, em conferência de imprensa, que as condições financeiras da economia global se deterioraram consideravelmente. Nesta mesma quinta-feira, o crescimento nos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA revela uma aceleração, ainda que ligeira, dos despedimentos. (Diário Económico)

por Alexandre Frade Batista

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