Directora da OMS diz que cancro afecta número crescente de pessoas

Matshidiso R.Moeti - directora Regional da OMS para África (Foto: Angop/Arquivo)

A directora Regional da Organização Mundial de Saúde para África, Matshidiso Moeti, considera que o cancro é doença que todos os anos afecta um número crescente de pessoas.

De acordo com a mensagem da directora Regional da OMS para a África, por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, a assinalar-se a 04 de Fevereiro, o aumento do número de casos de cancro é reconhecido como um problema preocupante de saúde pública em África.

“Regra geral, as mulheres da Região são afectadas pelo cancro da mama e do colo do útero, enquanto que os homens tem taxas mais elevadas de cancro do fígado, estômago, bexiga, próstata, pulmão e garganta. Os doentes, as famílias e as sociedades sofrem o impacto económico do cancro” descreve a mensagem de Matshidiso Moeti recebida pela Angop.

Em 2008, ocorreram cerca de 715 mil novos casos de cancro e 542 mil óbitos decorrentes da doença no continente africano.

Estes números, de acordo com o documento, deverão duplicar nos próximos 20 anos, simplesmente devido ao envelhecimento e ao crescimento da população.

Os estilos de vida pouco saudáveis, tais como a alimentação desequilibrada, a falta de exercício físico, o tabagismo, o consumo nocivo de álcool e algumas infecções crónicas, aliadas ao stress, contribuem para aumentar as probabilidades de se desenvolver cancro, segundo Matshidiso Moeti.

Em África, acrescentou, a abordagem mais viável e com melhor relação custo eficácia de luta contra o cancro é evitar a exposição aos agentes causados de cancro ou aos seus factores de risco, incluindo as infecções, o tabagismo e a obesidade.“ É possível sobreviver-se a um cancro, caso este seja detectado e tratado na fase inicial.

“Cada pessoa deverá assumir o compromisso de se prevenir contra o cancro, privilegiando as escolhas saudáveis de estilo de vida e dando apoio a quem necessita”, aconselhou.

Para si, os doentes e os sobreviventes de cancro devem assumir o controlo da sua jornada contra o doença, partilhar a sua história e defender a prevenção e a luta contra o cancro.

“Embora os países africanos tenham manifestado o seu empenho em combater o cancro na Região e se tenham comprometido em elaborar e implementar planos eficazes de controlo da doença, o seu fardo crescente exige uma atenção urgente”, reiterou.

Ao comemorarmos o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, Matshidiso Moeti lançou um apelo aos governos para que intensifiquem a sua resposta ao cancro e melhorarem a qualidade de vida e as taxas de sobrevivência do cancro.

“ É importante colocar a tónica no reforço das capacidades para o rastreio, o diagnóstico precoce e o tratamento dos cancros, assim como no reforço da sensibilização do público para os seus factores de risco”, defendeu.

O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro será comemorado sob lema ““Nós Podemos. Eu Posso”, um tema que resulta da necessidade vital de se continuar a promover a sensibilização e aumentar os esforços colectivos e individuais para a prevenção e luta contra o cancro. (ANGOP)

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