Cuanza Norte: Prevista colheita de 600 toneladas de café no Golungo e no Ngonguembo

Prevista colheita de 600 toneladas de café cereja no Golungo Alto e Ngonguembo (Foto: Foto Divulgação)

Seiscentas toneladas de café cereja (não seco) poderão ser colhidas este ano nos municípios do Golungo Alto e do Ngonguembo, província do Cuanza Norte, a mesma quantidade obtida durante a safra de 2015.

O responsável da Brigada Técnica de Café que superintende as duas municipalidades, David Francisco Zua, revelou quarta-feira à Angop que apesar das dificuldades a que a actual conjuntura económica e financeira do país remete aos cafeicultores, a perspectiva é que a colheita atinja os níveis do ano passado.

A fonte adiantou que da produção do ano transacto, 520 toneladas tinham sido comercializadas, mas não especificou se o produto foi vendido já descascado (café comercial) ou com casca (café mabuba).

A brigada tem sob tutela 319 cafeicultores, dos quais 221 encontram-se em actividade, enquanto das seis associações de cafeicultores controladas apenas uma está em funcionamento, indicou David FRancisco Zua.

Declarou que o café colhido em 2014, na ordem de quinhentas toneladas, tinha sido comercializado na totalidade. A brigada dispõe de uma máquina de descasque de café para permitir que os camponeses vendam o seu produto já descascado.

O quilo de café mabuba é actualmente comercializado a 60 Kwanzas.

Para impulsionar a actividade cafeícola, a Brigada Técnica de Café do Golungo Alto e Ngonguembo necessita de oito técnicos e uma viatura de tracção às quatro rodas, o que permitiria melhor acompanhamento e assistência aos produtores e ainda o escoamento do produto do campo para a sua comercialização.

Um chefe de brigada, um técnico básico, uma escrituraria e um trabalhador não qualificado constituem o actual quadro de pessoal da referida estrutura.

As brigadas técnicas de café são estruturas criadas nos municípios produtores deste bem, com o propósito de acompanhar e dinamizar a produção, garantindo apoio técnico e metodológico aos cafeicultores.

Elas são tuteladas pelo Instituto de Café de Angola, um organismo afecto ao Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.

Até à década de 70, a região que congregava estes dois municípios era a maior produtora de café a nível de toda a província do Cuanza Norte, seguida do município de Bolongongo. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA