Cuando Cubango: Pedro Mutindi defende potenciação da Polícia de Guarda Fronteira

Cuando Cubango: Polícia feminina em marcha na parada de honra (Foto: Armando Morais)

A província do Cuando Cubango tem extensa fronteira terrestre e fluvial com a Namíbia e a Zâmbia, com 910 quilómetros, facto que leva a potenciar as medidas de protecção e vigilância desta fronteira, diante das ameaças que representam a imigração ilegal e crimes conexos e os seus efeitos.

A política de potenciação foi defendida por Pedro Mutindi, governador do Cuando Cubango, no domingo, na cidade de Menongue, quando presidia ao acto provincial do 28 de Fevereiro, dia em que a Polícia Nacional assinala 40 anos desde à sua criação, cerimónia decorrida na Unidade da Polícia de Intervenção Rápida (PIR).

Pedro Mutindi lembrou que o território do Cuando Cubango representa mais de 60 porcento do Polo de Desenvolvimento Turístico da Bacia do Okavango/Zambeze, detentora de recursos hídricos, flora e fauna na região da SADC, onde estão integrados as repúblicas de Angola, Namíbia, Botswana, Zâmbia e do Zimbabwe, no quadro do princípio exploração dos recursos partilhados.

Sublinhou que esses indicadores de crescimento terão efeitos sociais e que se vão reflectir no melhoramento das condições de vida das populações, avançando que o governo sentiu-se na necessidade de despoletar o reforço das acções integradas para responder às necessidades e preocupações da segurança pública dos cidadãos e dos seus bens, partindo do princípio que a ordem, a tranquilidade, a segurança pública não são apenas tarefas exclusivas da PN.

Neste particular, o governador advogou que as populações devem continuar a colaborar com a polícia e outros órgãos da segurança nacional, denunciando todos aqueles cidadãos que actuam à margem da lei, que perturbam a ordem pública ou que tendem a inviabilizar o desenvolvimento do Cuando Cubango.

Por outro lado, Pedro Mutindi reconheceu que ao longo dos 40 anos, a PN acompanhou a história do país desde à Independência, participou e está presente em acontecimentos decisivos da vida política, social e económica do país e nos esforços da estabilidade, da soberania, consolidação da democracia, ao lado de outros órgãos de defesa e segurança. (ANGOP)

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