Crise superada

(D.R.)

Autoridades chinesas encerraram o feriado do Ano Novo Lunar com uma mensagem colectiva para investidores tanto no país quanto no exterior: Pequim colocará um limite para a economia em desaceleração, vai manter a sua moeda estável e garantir que o emprego permaneça estável mesmo que as indústrias passem por reestruturação.

A série de garantias foi feita antes de dois eventos políticos de alto nível para a China: uma reunião de chefes de Finanças do G20 em Xangai neste mês e o encontro do próximo mês do Parlamento chinês onde o próximo plano de desenvolvimento económico de cinco anos será finalizado, depois de o Produto Interno Bruto (PIB) do país ter crescido 6,9 por cento em 2015, o ritmo mais lento em 25 anos e economistas vêem mais desaceleração este ano, mesmo se o Governo expandir a sua campanha de estímulos.

Assim, a retracção da China prejudica países exportadores de commodities, como Angola, porque reduz a demanda global por matérias-primas e produtos agrícolas. Com as exportações mais baratas menos dólares a entrar no mercado angolano, “empurra-se” para cima a cotação da moeda norte-americana.

O quadro é ainda difícil quando se sabe que a China é também a principal parceira comercial angolana e no ano passado o comércio entre os dois países atingiu 38 mil milhões, embora compre menos face a 2013 (-12,5 por cento). Neste momento, o comércio entre Angola e a China está a valer metade do que valia há um ano. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o encaixe global com as exportações caiu quase para metade no I trimestre de 2015, para 7,4 mil milhões, enquanto as importações dispararam 65 por cento.

Apesar deste cenário, há optimismo na superação dos desafios, quer da China, quer dos seus parceiros como Angola, sobretudo depois do anúncio de medidas a limitar a desaceleração da segunda maior economia do mundo. A provar está o embaixador da China em Angola, Cui Aimin, que acredita na superação dos actuais desafios económicos e financeiros enfrentados por Angola, provocados pela descida acentuada do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

As dificuldades económicas a nível mundial, que se vive um pouco por toda parte, sobretudo de países exportadores de matérias-primas, são desafios que obrigam ao reforço de medidas para a diversificação. Sabe-se ainda que o Executivo angolano continuará a construir estradas nas 18 províncias do país, no âmbito do Programa de Reabilitação de Infra-estruturas Rodoviárias, apesar da crise, e neste esforço deverá continuar a contar com o apoio da China, mesmo com as dificuldades que este parceiro passa.

O embaixador da China no país, Cui Aimin, acredita que o nosso país tem recursos naturais em abundância que podem contribuir e diversificar as fontes de receita para os cofres do Estado. O diplomata garante que Angola e China vão continuar a cooperar, sobretudo nos domínios da construção, agricultura, transportes, saúde, educação e cultura e solicitou aos angolanos a terem crença, pois, a situação da crise será superada. (jornaldeeconomia)

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