Contribuição do BFA nos lucros do BPI são conhecidos no relatório anual de 2015

(Foto: D.R.)

A banca angolana tem sido nos últimos tempos uma excelente alternativa para o bom desempenho que em várias vezes se verifica na actividade financeira das instituições portuguesas onde participam.

Os lucros da participação cedidos pelo Banco de Fomento Angola (BFA) ao grupo português BPI da qual é participada, em 2015, foi de mais de 23 mil milhões de kwanzas (135,7 milhões de euros).

Este valor representou uma subida de 16 por cento face ao período homólogo. O BPI concentra uma participação de 50.1 por cento na estrutura accionista do BFA. O relatório integral deve ser público a partir de hoje, segundo fontes da instituição. Nos últimos relatórios divulgados e a que a imprensa teve acesso, ficou bastante claro da importância que o BFA continua a representar para o BPI, numa altura em que as alterações legislativas na Europa exigem a diminuição dos capitais externos nas instituições financeiras.

De acordo com dados anteriores e já divulgados por diferentes órgãos de imprensa, o Banco de Fomento Angola (BFA) contribuiu com 15,6 mil milhões de kwanzas, que corresponde a uma apropriação de 50,1 por cento do seu lucro individual, para o resultado líquido consolidado de 22,3 mil milhões da ‘casa-mãe’, o BPI, entre Janeiro e Setembro de 2015.

O comunicado adianta que para os lucros da instituição, nos primeiros nove meses a actividade doméstica contribuiu com cerca de 25 por cento. O contributo do BFA para o lucro do BPI representa um aumento de 34 por cento face ao período homólogo do ano passado, em que atingiu os 11,6 mil milhões de kwanzas.

No global, o lucro líquido na actividade internacional ascendeu a 16,5 mil milhões, mais 34,7 por cento, face aos 12,3 mil milhões obtidos em 2014. No período em análise, o BFA obteve, nas suas contas individuais, uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 34,6 por cento, contra 17,7 do BCI.

Entretanto, os recursos totais de clientes captados pelo banco angolano, quando expressos em euros (moeda de consolidação), registam um ligeiro decréscimo homólogo de 0.1 por cento, situando-se em 962,6 mil milhões de kwanzas em Setembro último.

Entretanto, a evolução homó- loga dos depósitos expressos em euros beneficia da valoriza- ção em 13 por cento do dólar em relação à moeda europeia, mas é penalizada pela desvalorização em 18 do kwanza em relação ao euro, indica o documento. (jornaldeeconomia)

Por: Isaque Lourenço

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