Conferência dos Grandes Lagos vai discutir projectos em benefício das populações

Manuel Augusto - Secretário de Estado do Mirex (Foto: Antonio Escrivão)

A Conferência sobre os Investimentos Privados na Região dos Grandes Lagos (CISP) vai permitir discutir a implementação de projectos em benefício das populações dos países da região, assim como promover a paz e estabilidade, afirmou hoje, em Luanda, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

O responsável fez estas declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, quando falava sobre a expectativa à volta da Conferência, a decorrer quarta e quinta-feira (24 e 25), em Kinshasa (República Democrática do Congo), na qual Angola estará representada por uma delegação chefiada pelo vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

De acordo com o responsável, a realização do evento surge dois anos depois da reunião de líderes africanos e faz parte do Acordo de Paz, Segurança e Cooperação Regional.

“Esta Conferência tem especial importância e realiza-se num momento de crise económica, sendo uma abordagem inédita colocar o sector privado e governos juntos para todos vermos como podemos contribuir para a paz e estabilidade nos países da região”, referiu.

Organizado pela ONU em parceria com a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), espera-se que o encontro reforce a cooperação económica, amplie oportunidades comerciais e a criação de empregos, além de contribuir para a estabilidade e paz a longo prazo na zona em questão.

Na Conferência vão participar delegações dos países membro da CIRGL, investidores privados, entre outros, que vão discutir oportunidades em sectores essenciais como agricultura, energia, finanças, tecnologias de informação e comunicação, infra-estrutura, mineração e turismo.

Com um densidade populacional de cerca de 107 milhões de habitantes, uma das mais densamente povoadas do continente, a CIRGL é constituída por Angola, Burundi, República Centro Africana (RCA), Congo, República Democrática do Congo (RDC), Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia. (ANGOP)

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