Cidade de Malanje completa 84 anos da sua fundação

Uma rua de Malanje. (Foto: DR)

Com olhares postos no futuro, rumo ao crescimento e desenvolvimento dos sectores socio-económicos e culturais, a cidade de Malanje completa hoje, sábado (13), 84 anos da sua fundação, registando cada vez mais novos indicadores de melhoria da sua imagem e satisfação das aspirações dos munícipes.

Nos últimos tempos, a cidade de Malanje, capital da província com o mesmo nome, vem registando avanços consideráveis, mormente no que diz respeito ao aumento da densidade populacional e consequentemente o surgimento de novos bairros e, consigo, a distribuição dos principais serviços sociais básicos, como a energia, água e saúde.

Os bairros Camatondo, Terra Nova, Capango, Carreira de Tiro II, Catepa II, 4 de Abril, Cangambo Ocidental, Voanvola e outros, são exemplos vivos de novas zonas habitacionais, que surgiram há menos de sete anos, revelando assim o crescimento da população.

O crescimento da população vai obrigando ao governo a implementação de acções que visam a urbanização da cidade, através do programa de auto-construção dirigida e a construção de escolas, postos de saúde, esquadras policiais e quadras poli-desportivas.

Em 84 anos, como é evidente, a cidade ganhou outro rosto, apesar de começar-se a falar de Malanje, após a independência nacional, alcançada em Novembro de 1975, porquanto até antes deste período era considerada distrito, na era do então governo português.

O sector de energia e águas é um dos que mais cresce, com o alargamento das redes de distribuição e melhoria dos sistemas de captação e distribuição dos dois serviços.

No que toca a energia, à semelhança de outras regiões da província e alguns pontos do país, a cidade é alimentada a partir da barragem hidroeléctrica de Capanda e é ainda reforçada com uma central térmica que funciona com cinco grupos geradores, inaugurados em 2015.

A sede municipal da província de Malanje, nome igualmente atribuído ao centro urbano, conta desde Novembro de 2015 com um largo com a estátua de bronze da Rainha Njinga Mbande.

A estátua de bronze, que mede seis metros e 70 centímetros de altura, constitui um monumento, que visa render tributo a soberana de Angola, pelos seus feitos e pela luta contra o colonialismo português, que culminou com a independência do país em 1975.

Ao nível o casco urbano, foram colocados semáforos, passadeiras e paragens de táxi nas principais artérias da cidade, bem como foi feita a recuperação do tapete asfáltico das principais avenidas com a sinalização e iluminação pública.

No sector do desporto, a cidade beneficiou de um pavilhão multi-uso, denominado Palanca Negra Gigante, no quadro da realização do torneio internacional Zé Du em hóquei em patins, que o país organizou em 2013, e recentemente foi reinaugurado o campo de jogos Valódia, que passa a contar com um ginásio.

Está em fase final de construção a mediateca provincial e aguarda-se pela inauguração da biblioteca provincial, numa altura em que estão em formação os técnicos que vão garantir a operacionalidade da mesma.

Em vésperas do seu aniversário, a cidade de Malanje tem recebido muitos visitantes nacionais e estrangeiros, pois para além dos atractivos proporcionados por ocasião das festividades, os turistas desfrutam das belezas da província, como as Quedas de Calandula, os rápidos do Kwanza, as pedras negras de Pungo-andongo e outras, que tornam a província num ponto turístico de referência nacional e internacional.

Este ano, o programa dos festejos do 13 de Fevereiro foi aberto na terça-feira última, com uma missa de acção de graças, seguido de uma feira do produtor, em que estão expostos produtos agrícolas, obras literárias, roupas, e não só. Hoje haverá um espectáculo músico-cultural com artistas da capital do país e locais, para além de um jantar de confraternização.

Malanje foi elevada à categoria de cidade a 13 de Fevereiro de 1932, pelo primeiro governador do então distrito, Veríssimo Sarmento, através do Diploma Legislativo número 313, do regime português. (ANGOP)

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