Chuvas destroem milhares de hectares de produção agrícola em Benguela

(VOA)

A fábrica de transformação de tomates em construção na província de Benguela pode ficar sem matéria-prima devido às chuvas e subsequentes cheias na região.

O empreendimento está a ser erguido na comuna do Dombe Grande, a maior distribuidora de tomates em Angola, e parte considerável da produção pode não ser aproveitada devido às cheias no rio Coporolo, que ameaçam destruir 15 mil hectares, cerca de 15 mil campos de futebol.

A solução para o problema, identificada há já quase 15 anos, levou a Associação dos Agricultores a lembrar orçamentos delineados quando o dinheiro não constituía problema.

Os brasileiros da construtora Odebrecht propuseram então obras de 240 milhões de dólares, ao passo que uma empresa chinesa apresentou 95 milhões.

Os dois orçamentos, segundo Manuel Monteiro, presidente da Associação, foram traçados para a implementação de infraestruturas nas margens do rio.

“O problema do Dombe Grande é muito antigo”, disse.

“Se não se implementam obras nas margens do rio, é natural que assistamos a estes problemas todos os anos”, sustenta o empresário

A pensar na fábrica de concentrado de tomate, com arranque previsto para daqui a um mês, o Governo espera que o caudal do rio baixe no mais curto espaço de tempo.

O director da Agricultura, Francisco de Assis, revela que não existem recursos para obras de grande envergadura.

“Neste momento são quase 15 mil hectares que podem desaparecer. Temos de fazer obras no rio, já que falamos do maior distribuidor de tomate. Podemos ficar sem matéria-prima para a transformação do tomate”, conclui o dirigente. (VOA)

por João Marcos

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