China pede mais representatividade da África no Conselho de Segurança da ONU

(Liu Jieyi)

A reforma do Conselho de Segurança da ONU precisa aumentar a representatividade dos países em via de desenvolvimento, em especial os africanos, defendeu esta segunda-feira o enviado chinês nas Nações Unidas, Liu Jieyi.

“A quantidade e a composição dos Estados membros da ONU mudaram muito desde que a organização mundial foi fundada, há 70 anos”, declarou Liu Jieyi durante uma reunião da Assembleia Geral sobre a reforma do Conselho de Segurança.

De acordo com uma síntese informativa da Embaixada de Angola na República Popular da China, o responsável chinês acrescentou que o número dos membros saltou de 51 a 193 e a maioria dos países novos são estados em desenvolvimento.

“A maior parte dos temas deliberados no conselho também se relaciona aos países em desenvolvimento, especialmente aos africanos. A reforma do conselho deve reflectir essa realidade”, apontou Liu.

“Ela deve priorizar o aumento da representatividade dos países em via de desenvolvimento, especialmente os africanos. Deve dar a mais países, em particular os pequenos e médios, oportunidades para actuar no conselho e participar da tomada de decisões”, de acordo com o enviado chinês.

Liu também informou que é imperativa uma solução global para criar condições de um consenso mais amplo. O enviado chinês reiterou que todos os Estados devem manter seus compromissos com o processo de negociação inter-governamental lançado em 2009.

Angola assume em Março próximo a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas do qual é membro não permanente desde Janeiro do ano passado. (ANGOP)

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