Cabo Verde registou mais de 7 mil casos de Zika desde o início da epidemia

Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus do Zika (REUTERS)

Os dados foram fornecidos pela Direção Nacional de Saúde de Cabo Verde. No entanto, estes números são apenas referentes aos casos registados nos serviços de saúde. Estima-se que, como nem todos os infetados procuraram as unidades de saúde, o número possa ser ligeiramente mais elevado.

Tomás Valdez, Diretor Nacional de Saúde de Cabo Verde, explicou à DW África que pode dizer-se que numa forma global, foram contabilizados cerca de 7164 casos. “Nesse total, a esmagadora maioria ocorreu na cidade da Praia com cerca de 4800 casos”, clarificou.

No entanto, os casos do vírus registaram, nos últimos dias, uma redução de ocorrência: “nós tivemos picos numa semana de mais 700 casos, quase 800, mas na última semana já registámos 83 casos apenas”, confirma Tomás Valdez.

Quanto às ilhas mais turísticas do país e muito procuradas pelos europeus, o Sal ainda não registou um único caso. Na Boa Vista a tendência é decrescente. “Boa Vista registou alguns casos mas que nas últimas semana têm sido residuais. Há duas semanas atrás a Boa Vista registou 4 casos, e há uma semana atrás, 3 casos”, assegura o Diretor Nacional de Saúde de Cabo Verde.

Por sua vez, Santiago (onde se localiza a capital do país) é a ilha mais afetada. As ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau não registaram um único caso.

Até agora não foram registados casos de microcefalia

Apesar das cerca de 40 grávidas diagnosticadas com Zika, de acordo com Tomás Valdez, não foram registadas complicações derivadas de febre Zika, nem casos de desordens neurológicos ou outras relacionadas com microcefalia: “Temos um pouco mais de 40 grávidas que foram diagnosticadas com vírus Zika. Mas não temos nenhum caso de microcefalia. Nós temos a informação de dois partos que ocorreram, cujas crianças nasceram com a normalidade que se espera de uma gravidez sem outras intercorrências. Estamos vigilantes e há um sistema de monitoriamento relativamente a essas grávidas”, esclareceu.

O ministério da Saúde de Cabo Verde já apelou para o reforço da luta contra o mosquito vetor transmissor do Zika. Por isso, pediu à população para reforçar as medidas de proteção individual por forma evitar a picada do mosquito e adotar medidas para o correto armazenamento de água, evitando assim os criadouros do mosquito vetor que é transmissor também da dengue, febre-amarela e chikungunya.

As medidas de proteção podem passar pelo uso de replentes, roupas com mangas compridas e calças, redes de proteção e evitar águas que estejam estagnadas ou lixo, propícios ao desenvolvimento do mosquito.

Entretanto, também os Estados Unidos já desaconselharam as mulheres americanas, sobretudo grávidas, a viajar para Cabo Verde. (DW)

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