Cabo Verde quer aproveitar biodiversidade para diversificar economia através do turismo

O Governo cabo-verdiano quer aproveitar a sua biodiversidade biológica para impulsionar e diversificar a economia Foto: Lusa/D.R

O Governo cabo-verdiano quer aproveitar a sua biodiversidade biológica para impulsionar e diversificar a economia e as ofertas turísticas, atraindo não só turistas que procuram sol e praia, mas também cientistas e estudiosos de outras paragens.

A intenção foi manifestada hoje pelo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, Antero Veiga, na cerimónia de lançamento de um projeto sobre a conservação ambiental no país, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF) em 4,1 milhões de euros.

“O turismo vem ganhando novas valências entre nós e a nossa capacidade de iniciativa é interpelada no sentido de desbravar novos horizontes de atração turística, como, por exemplo, o ecoturismo, isto é, além de sol e praia”, sustentou o ministro.

O Governo cabo-verdiano elegeu o turismo como motor de crescimento e desenvolvimento da economia, contribuindo com cerca de 25% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Para Antero Veiga, no turismo além de sol e praia, ou seja o ecoturismo, as principais ofertas do país incluem as paisagens e a biodiversidade, que atraem não só turistas, como também cientistas e estudiosos de outras paragens ao arquipélago.

“Por outras palavras, acreditamos que a diversidade biológica contribui para impulsionar e diversificar a economia através do turismo”, prosseguiu o governante, que dá como exemplo concreto a “Turtle Watching”, um projeto de conservação das tartarugas na ilha da Boavista.

Por isso, o ministro disse ser fundamental priorizar a proteção das espécies em harmonia com as novas ambições em matéria de desenvolvimento sustentável, lembrando que Cabo Verde é signatário dos principais acordos e convenções internacionais que visam proteger e biodiversidade.

“Por outras palavras, promover o crescimento económico, como coesão social e equilíbrio ambiental, de forma a garantir que as futuras gerações venham a usufruir dos benefícios da biodiversidade”, apelou, indicando que o país subscreveu, igualmente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que dão uma atenção particular a questões ambientais.

Antero Veiga salientou que o projeto sobre a conservação da biodiversidade no setor do turismo vai reforçar a ação no que diz respeito à preservação ambiental no país, que tem neste momento 46 áreas protegidas e já identificou mais oito em quatro ilhas no quadro do projeto.

O projeto irá desenvolver e colocar em prática políticas de ordenamento do território, apoiar o desenvolvimento de novas normas sobre o turismo sustentável, bem como definir incentivos e sanções económicas/fiscais para atrair o setor privado e empresas da comunidade local.

Também pretende preservar a biodiversidade em Cabo Verde tendo em conta as ameaças atuais e emergentes, de um país que depende fortemente da exploração dos seus recursos naturais. (Agência Lusa – RYPE/VM)

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