Bravos da Vitória faz jus ao favoritismo e vence Carnaval da Catumbela

Benguela: Carnaval 2016 (Foto: Alfredo Cassanga)

O grupo Bravos da Vitória confirmou o favoritismo e sagrou-se vencedor da primeira edição do concurso de desfile de Carnaval municipalizado da Catumbela, com 193 pontos, segundo os resultados anunciados, esta quarta-feira, pela comissão de júri.

Além da conquista do primeiro lugar do desfile de terça-feira, a mais renomada agremiação carnavalesca da Catumbela que recebeu como prémio 250 mil kwanzas, mereceu ainda os prémios de melhor dança, canção, rainha e comandante, correspondendo assim às expectativas dos seus figurantes e fãs.

Nos lugares imediatos da classificação posicionaram-se os grupos N’da Ovela Kumba, vulgo Saidy Mingas, com 171 pontos e um prémio de 150 mil kwanzas, e Makambas da Catumbela, com 132 pontos e um galardão de 100 mil kwanzas.

Já na classe infantil, o Colectivo de Artes Raúl David e Simione Mukune sagrou-se vencedor do concurso, com 158 pontos, tendo faturado Akz 200 mil, secundado por Otchimuca Tchonjando, com 157 pontos (150 mil kwanzas).

No terceiro lugar ficou o grupo Escolas Unidas da Catumbela, com 112 pontos, ao qual foi atribuído uma quantia de 100 mil kwanzas.

O Colectivo de Artes, vencedor da categoria infantil, leva também para casa o prémio de melhor rainha e comandante, enquanto o grupo carnavalesco Otchimuca Tchonjando arrebatou, por sua vez, os troféus de melhor dança e canção.

Nesta edição, a primeira de carácter competitivo no município da Catumbela, a dança Cazucuta foi a mais predominante na maioria dos grupos concorrentes, tendo as canções e alegorias, apesar da variedade, atribuído enfase à “mulher rural”, “mulher camponesa”, “pesca” e à “paz”.

Abordados pela Angop, membros do corpo de júris confirmaram a inexistência de fichas técnicas, com definições e especificações das músicas e canções, excepto o grupo Bravos, que dançou ao ritmo da Cazucuta e homenageou a “mulher camponesa” na sua canção principal.

À semelhança das edições anteriores, Flay, músico angolano já há muito consagrado, veio de Luanda e tornou-se no vocalista principal dos Bravos da Vitória da Catumbela, sua terra natal.

Jofre Braz Tchombe, um ancião tido como dos co-fundadores do grupo, deu igualmente o ar da sua graça, ao subir em palco, entoando “Vieram ver Tchombe”.

Esta foi a primeira edição competitiva desde a adopção dos novos moldes de disputa (municipalização do Carnaval de Benguela, principalmente na sua zona litoral), em 2014.

Em 2015, Catumbela realizou um desfile de animação, sem carácter competitivo.

É o primeiro título do Carnaval municipalizado da história do Bravos da Vitória no âmbito dos novos moldes que impõem a municipalização do Entrudo, na província de Benguela. Assim sendo, a colectividade agora soma 27 troféus do Entrudo benguelense. (ANGOP)

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