Benguela: OMA aposta na erradicação do analfabetismo para aceleração escolar

Aula de alfabetização (Foto: Angop/Arquivo)

A secretária provincial de Benguela da Organização da Mulher Angolana (OMA), Leonor Fundanga, garantiu, domingo, que a aposta na erradicação do analfabetismo é uma das prioridades desta estrutura feminina, visando apoiar o Executivo no processo de aceleração escolar de cidadãos iletrados.

Segundo Leonor Fundanga, o objectivo é incrementar parcerias entre a OMA e o Governo Provincial de Benguela, quer para a remuneração dos alfabetizadores, quer para a criação de mais salas de aulas, a fim de elevar os índices de escolaridade nas comunidades, especialmente as mais carenciadas.

A responsável destaca o facto de existir 97 voluntários envolvidos no processo, fruto de parcerias entre o Secretariado Nacional da OMA e a Direcção da Educação, das mil e 700 pessoas que ministraram aulas de alfabetização em 2015 na província de Benguela.

Lembrou que 101 mil e 743 pessoas, das quais 79 mil e 62 mulheres, submetidas à alfabetização, entre 2011 e 2015, obtiveram aproveitamento positivo, dos 122 mil e 711 matriculados pela OMA, com uma representação feminina de 89 mil e 410, principalmente do meio rural.

Considera o analfabetismo inimigo do desenvolvimento psicossocial do homem, mas também do país, daí que a tarefa de alfabetização precise da colaboração das igrejas e outras organizações da sociedade civil nesta província.

Acredita que o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) é importante para o desenvolvimento do país, já que ensinar a ler e escrever elimina o obscurantismo no seio das famílias, habilitando-as participar melhor na vida pública.

Para ela, apesar do contributo das militantes da OMA, JMPLA e MPLA, especialmente na tarefa de mobilização de alfabetizadores, a ideia passa por engajar um número cada vez maior de pessoas interessadas em integrar o programa.

Durante o mandato anterior, como explica a secretária reeleita para o mandato 2016-2021, os brigadistas inscreveram-se voluntariamente para dar aulas nos módulos 2 e 3, nas comunidades, bairros periféricos, aldeias e comunas.

A realização de encontros de sensibilização, palestras sobre a importância da participação activa dos alfabetizando nas aulas, a entrega de material didáctico e seminários de capacitação pedagógica são algumas das actividades que foram desenvolvidas no ano lectivo de 2015, conta Leonor Fundanga.

Após três anos de frequência às aulas de alfabetização, os alunos recebem a equivalência da 6ª classe.

A província de Benguela conta actualmente com 1.701 salas de aulas para o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA