Benguela: Leitores benguelenses já têm mão obra biografica sobre general Kundi Paihama

Livro sobre biografia do general Kundi Paihama (Foto: Frederico Herculano)

A obra biográfica “General Kundi Paihama – Uma história de batalhas e conquistas”, de 208 páginas, da autoria do docente universitário António Ngula Chivinga, foi apresentada sexta-feira ao público, numa sessão de venda e assinatura de autógrafos realizada na Mediateca de Benguela.

Lançada em 2015, a obra, que já vai na III edição, reparte-se por XIV capítulos, numa miscelânea de 46 gravuras que retratam o percurso do homem, como politico, governante, líder, chefe de família, empresário ou curioso, amigo e camarada dos seus camaradas, desde o Quipungo sua terra natal, até aos dias actuais.

No livro, o escritor António Ngula Chivinga descreve a vida multifacetada de Kundi Paihama, desde os hábitos e costumes do grupo etnolinguístico Nhaneca-Humbe, a que pertence, à conquista de confiança do Presidente Agostinho Neto, passando por diversas batalhas retratadas nos seus 14 capítulos até a conquista da confiança do Presidente José Eduardo dos Santos.

A “batalha da infância e a conquista da escola em contextos complicados”, “A batalha pela sobrevivência e a conquista da tropa colonial”, “a batalha pela conquista de espaço político em tempo de escolas difíceis”, a “batalha pela paz e sua conquista como ministro da Defesa”, “conquistar a liderança em tempo de paz”, entre outras, foram retratadas no livro apresentado pelo escritor Martinho Bangula.

Na sua alocução, Martinho Bangula sustentou que a obra em alusão deve representar um grande retalho no manto que se chama História de Angola, em construção, o que, por si só, representa um elevado contributo para a geração, principalmente a juventude.

Para o historiador Cornélio Caley, que prefaciou a obra, se está perante um jovem Kundi Paihama que inicia a batalha pela vida em contextos complicados com a separação dos pais, sendo a disputa que se desenrola entre o tio e o pai, fundamentada no direito africano sobre o parentesco. Temos aqui matéria suficiente de estudo comparado entre o direito consuetudinário e o direito moderno”.

No prefácio da obra, o também secretário de Estado da Cultura lembrou ser necessário perceber os contornos do direito ancestral das comunidades angolanas para evitar a aplicação, à martelo, do direito moderno que se aprende nas universidades, acautelando aquilo que violenta a pessoa humana.

Todavia, sublinhou, seja qual for a posição que se colocar o leitor, o general Kundi Paihama sai, neste livro, sobejamente vitorioso e o título que foi escolhido para essa longa entrevista, enriquecida da intervenção de pessoas próximas, está em perfeita concordância com o conteúdo do texto.

Já para o autor António Ngula Chivinga, o país tem o costume de homenagear “figuras defuntas”, durante as suas longas cerimónias fúnebres, mas aqui surge a diferença ao colocar às mãos do público depoimentos de uma figura que ainda presta o seu contributo à nação.

Membro da Brigada Jovem de Literatura e autor das obras “Exortação à maturidade Cristã ”-Maio de 2014 e “Que Futuro para as línguas nacionais de Angola” -Abril de 2014, António Ngula Chivinga nasceu a 17 de Abril de 1974 no município do Quipungo (Huíla), a mesma localidade de que é originário o general Kundi Paihama. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA