Benguela: Alunos voltam às aulas

Alunos da escola do segundo ciclo "Comandante Kassanji" (Foto: António Lourenço/Arquivo)

Enquanto centenas de alunos do básico começaram, a partir de segunda-feira, a regressar à escola ou a entrar pela primeira vez numa sala de aula, a maioria dos estabelecimentos, em Benguela, optou por dedicar o primeiro dia à organização interna, constatou a Angop.

Conforme estabelecido no calendário escolar anual do Ministério da Educação, as escolas iniciam as actividades lectivas segunda-feira, mas a maioria optou por dedicar o primeiro dia ainda à distribuição dos horários aos professores, a receber os pais e apresentar as turmas dos alunos.

Segundo apurou a Angop, algumas escolas que abriram as portas ao novo ano lectivo estavam com um número insuficiente de professores para atender a todos os alunos que retornaram às aulas, acompanhados de pais e encarregados que, no entanto, ainda consultavam as listas nominais para dessa forma conhecer a turma de seus educandos.

Contudo, o absentismo não foi sentido de forma tão significativa na cidade de Benguela, pois, em alguns estabelecimentos de ensino, desde o primário ao secundário, houve um considerável número de estudantes, professores e encarregados de educação.

Uma fonte da subdirecção pedagógica da Escola do 2º ciclo do Ensino Secundário Liceu Comandante Kassanji, no casco urbano, garantiu, por exemplo, que está tudo preparado para responder às exigências do novo ano lectivo, que arrancou com a distribuição de turmas a cada professor, tal como ocorreu em muitos estabelecimentos.

O professor de Educação Visual e Plástica (EVP) Adérito Neves diz que a expectativa para este ano lectivo é de continuar a melhorar os níveis da qualidade do ensino e aprendizagem dos alunos, até porque os educadores passaram por uma acção de formação pedagógica orientada para esse mesmo propósito.

“Vamos tudo fazer para motivar cada vez mais o aluno para que este encontre na escola condições necessárias para aprender em sala de aula”, apontou Flávio Inácio, professor de Língua Portuguesa, de uma escola secundária do 1º ciclo, localizada na cidade de Benguela.

Paradoxalmente, as escolas em vários bairros da periferia da cidade sede capital da província com a mesma designação sentiram alguma “quebra” no regresso da sua população estudantil, devido aos constrangimentos do ponto de vista organizacional.

Ao fazer o balanço do primeiro dia de aulas, o director provincial da Educação de Benguela, Samuel Quinda Maleze, abordou a realidade constatada no terreno, realçando que todas as questões pedagógicas estão encaminhadas nesta fase para o arranque do ano lectivo com normalidade.

Este responsável aproveitou ainda a oportunidade para pedir aos pais e encarregados de educação para que levem os filhos às escolas, “porque os professores lá estão ávidos por iniciar as actividades lectivas”.

As centenas de educandos que segunda-feira retornaram às aulas fazem parte de cerca de um milhão de alunos (ensino primário e secundário) que foram matriculados para este ano lectivo, na província de Benguela, em 1.245 estabelecimentos de ensino.

Durante este ano lectivo, 100 mil alunos entram pela primeira vez numa sala de aula segundo informações da Direcção Provincial da Educação.

De acordo com dados estatísticos da mesma instituição, relativos a 2015, havia 1.036.487 alunos nos vários subsistemas de ensino geral. (ANGOP)

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