Benguela: Administradores destacam vantagens da barragem do Lomaum para indústria

Vista Parcial das Compartas da Barragem de Lomaum (Foto: Lucas Neto)

A barragem hidroeléctrica do Lomaum, no município do Cubal, com capacidade instalada de 50 megawatts de energia eléctrica, vai trazer, a médio e longo prazo, vantagens para alavancar o sector industrial, principalmente no litoral da província de Benguela.

A avaliação é dos administradores municipais de Benguela e do Lobito, em declarações à Angop, a propósito do impacto da recém-reinaugurada barragem do Lomaum na melhoria e aumento da oferta de energia eléctrica, para atender a demanda gerada pelo crescimento da população e do parque industrial na zona costeira.

Para o administrador municipal de Benguela, Leopoldo Muhongo, o funcionamento deste aproveitamento hidroeléctrico constitui um ganho para a capital da província, pois vem atender a necessidade da revitalização do parque industrial para a diversificação da economia nacional.

“Alavancar a indústria é um dos grandes desafios na diversificação da economia”, como frisa, realçando o facto de a energia gerada pelo Lomaum poder ajudar a reduzir custos significativos de produção, apoiando assim o processo de crescimento económico.

Muhongo diz que por concentrar 25 porcento da população da província, o município de Benguela tem enormes necessidades energéticas, daí augurar que, com a reabertura desta barragem, haja boas perspectivas para um substancial aumento na oferta de electricidade aos benguelenses.

Por seu turno, o administrador municipal do Lobito, Alberto Ngongo, destacou os benefícios do Lomaum, apesar de considerar ainda insuficiente a energia produzida para fazer face às tarefas do desenvolvimento multifacetado daquela região portuária.

Alberto Ngongo aponta o crescimento da cidade do Lobito, desde infraestruturas habitacionais ao parque industrial, como a razão principal da necessidade de maior consumo de energia.

E por isso, diz, com a linha de transmissão de energia da barragem de Capanda, no âmbito da interligação do sistema eléctrico Norte ao Sul, o município do Lobito terá mais electricidade para atender melhor, tanto os consumidores, quanto o parque habitacional e industrial em expansão.

Segundo o administrador, as necessidades energéticas da circunscrição são enormes em função dos grandes projectos como a nova cidade do Lobito, em construção no Culango e a urbanização do Biópio, além do surgimento de indústrias de pequena, média e grande dimensão.

No entanto, o governador provincial de Benguela, Isaac dos Anjos, havia sublinhado, aquando da reinauguração, o facto de o empreendimento passar dos anteriores 35 megawatts para 50 MW, facto que representa um aumento da capacidade de fornecimento de energia.

O governante admitiu, na ocasião, a possibilidade de a energia do Lomaum vir a alimentar também a província do Huambo, tão logo a potência chegue a 65 megawatts, com a instalação de mais um grupo gerador de 15 megawatts, numa segunda etapa.

Reinaugurado a 4 de Fevereiro de 2016, 32 anos depois da paralisação, o maior aproveitamento hidroeléctrico construído em 1959 na província de Benguela possuía uma capacidade de 35 megawatts.

Após reabilitação passou a contar com um volume de 50 MW, fruto de dois grupos geradores de 15 megawatts e de outros dois de 10 MW.

Com uma altura de 20 metros e 250 de comprimento, a barragem do Lomaum, situada no rio Catumbela, a aproximadamente 200 quilómetros a Sudeste da cidade de Benguela, paralisou sua actividade em 1984 em consequência do conflito armado, que destruiu grande parte das suas infra-estruturas.

Em 2009 arrancou o programa de reabilitação, ampliação e modernização do Lomaum, numa empreitada a cargo da construtora GHCB Angola S.A., no âmbito de uma parceria público-privada com a empresa Kanazuro Electric S.A., que deve explorar a infra-estrutura produtora de energia eléctrica por 20 anos. (ANGOP)

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