BE tem uma carteira de crédito de USD 100 milhões

Jorge Ramos - Director Coordenador do Gabinete Banca de Investimento (Foto: Clemente dos Santos)

O Banco Económico (BE) conta com uma carteira de crédito de 100 milhões de dólares para financiar diferentes projectos inseridos no Programa Angola Investe, informou hoje, segunda-feira, em Luanda, o director coordenador do Gabinete da instituição financeira, Jorge Ramos.

Em declarações à Angop, sobre “A importância do Programa Angola Investe no processo da diversificação da economia”, Jorge Ramos explicou que os 100 milhões de dólares estão disponíveis com base de um protocolo existente entre a instituição bancária e o Ministério das Finanças.

Referiu que com base no protocolo, o BE aprovou já 13 projectos, sendo quatro nos sectores da agricultura e pecuária e pescas, sete na indústria transformadora e extractiva e dois de serviços de apoio ao ramo produtivo.

Afirmou que neste momento estão também em análise outros 13 projectos dos ramos da agricultura, pecuária e pescas, indústria transformadora e extractiva, serviços de apoio à produção e de materiais e construção, enquanto 19 estão na fase preliminar de aprovação, incluindo do ramo de turismo.

Esclareceu que os projectos já financiados, seis estão localizados na província de Luanda, dois no Bengo, um no Huambo, dois no Cuanza Sul, um no Bié e igual número no Cuanza Sul, perfazendo 13 projectos. Dos que aguardam financiamento, quatro estão em fase final, nove em análise 19 em início de candidatura.

Quando ao reembolso do financiamento, o gestor disse que a maior parte dos projectos ainda não está na fase de reembolso, e que na análise dos investimentos e na estrutura do financiamento, o BE procura conceder períodos de carência do capital, ajustadas às necessidades do programa, mínimo um ano, que pode chegar a dois ou três anos para projectos agrícolas, tidos como os mais lentos na recuperação do capital investido.

Jorge Ramos fez saber que para concorrer ao financiamento do BE, o empresário deve reunir as condições exigida por lei, entre elas, a empresa ser 100 porcento angolana, constituída com pelo menos 75 porcento do capital social de gerentes nacional, ter memória descritiva do projecto, incluindo o Plano de Negócios (Business Plan).

Disse igualmente fazerem parte dos requisitos, um estudo de viabilidade económica e financeira, classificação da empresa pelo Instituto Nacional de Apoio as Micro Pequenas Médias Empresas (INAPEM), entre outros, documentos necessários para formalização da candidatura (check list).

“Após a conclusão dos passos para a candidatura, o promotor do projecto está apto para submeter a sua candidatura ao banco. Temos vindo a aumentar o nível de compromissos e de qualidade de serviço, estabelecendo prazos máximos de resposta às candidaturas”, sublinhou.

O responsável afirmou que depois de apresentada a candidatura, o banco propõe-se dar resposta num espaço não superior a três meses para a disponibilização do financiamento.

Apesar de ser um banco que aposta no financiamento de projectos com viabilidade técnico financeiro económico, prosseguiu o gestor, o BE trabalha também com algumas empresas de consultoria com experiência no mercado nacional, para uma pré-análise técnica dos planos que a instituição recebe.

Salientou que a referida empresa de consultoria, além de se dedicar à pré-análise dos projectos que o BE recebe, também responsabiliza-se pelo acompanhamento técnico na implementação dos respectivos programas, para que o dinheiro seja destinado em prol dos objectivos do plano.

Frisou que para além de financiar projectos, a instituição financeira desenvolve igualmente um papel pedagógico com os candidatos que apresentam alguma insuficiência nas suas candidaturas, com vista a melhorá-lo para posteriormente obterem o financiamento “caso venham a melhorar”.

Entre os sectores mais solicitados para financiamento constam, entre outros, os da avicultura, panificação e pastelarias, hortícolas e leguminosas, criação de gado e oficinas.

O BE começou a financiar projectos no âmbito do Programa Angola investe a 24 de Julho de 2013, na área agrícola e pastelaria. (ANGOP)

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