Avaliação da Moody’s? “Não lhe confiro legitimidade ou credibilidade”

(DR)

Centrista Cecília Meireles e a bloquista Mariana Mortágua analisaram, esta noite, a avaliação positiva dada pela agência de rating Moody’s.

Foi a notícia do dia: a agência de rating Moody’s deu avaliação positiva ao mercado português. Foi precisamente a partir dessa notícia que a RTP3 sentou à mesma mesa as deputadas Cecília Meireles (CDS) e Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda), que cederam pontos de vista bastantes diferentes sobre o tema.

A centrista foi a primeira a ter a palavra e aproveitou para dizer que esta avaliação surge de uma comparação entre o ambiente caótico de há duas semanas, quando Governo e Bruxelas ajustavam as medidas do Orçamento do Estado, e esta semana, quando o mesmo foi aprovado na generalidade, já com as alterações pedidas pela Comissão Europeia.

“A Moody’s leu as alterações que o Orçamento foi tendo e acha que, apesar de tudo, este momento é melhor que o de há duas semanas atrás”, considerou, mas sem deixar de lembrar que quando PSD e CDS eram governo, “esta preocupação com a avaliação estrangeira estava a deixar de ser questão”, porque “estávamos [Governo] gradualmente a repor rendimentos, a acabar com a sobretaxa e a CES para todas as pensões”.

Quem não deu a importância à palavra das agências de rating foi Mariana Mortágua, que declarou “não conferir nem legitimidade nem credibilidade” às avaliações que fazem dos países que analisam.

Na opinião da deputada do Bloco, estas avaliações não são mais que “mera empatia” com o Governo em funções. “As agências de rating analisam politicamente países conforme gostem mais ou menos de uma orientação política de um Governo, mais ou menos risco orçamental e acabam por colocar um país em causa por causa disso”.

A deputada considerou ainda que a democracia se torna “esquisita quando está sujeita à análise de uma agência privada que nem sabemos muito bem quem é nem como é que avalia as nossas políticas”. Por isso mesmo, acrescentou, “preferia que não discutíssemos notícias de agências de rating como se elas fossem o alfa e o ómega da politica orçamental”. (Noticias ao Minuto)

por João Oliveira

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