Automobilistas cépticos quanto a viabilidade do projecto do trânsito reversível

Trânsito na área dos Congoleses (Foto: Pedro Parente)

Alguns automobilistas mostraram-se cépticos quanto à viabilidade do projecto Trânsito Reversível, para reduzir o congestionamento do trânsito automóvel, no período de ponta, na avenida Deolinda Rodrigues. Contactados pela Angop, os automobilistas afirmaram que algumas indicadas no projecto não têm boas condições técnicas.

Joaquim Cícero, funcionário público, residente na zona da Feira Internacional de Luanda, é de opinião que o projecto vai complicar a vida de muitos automobilistas, porque nem todos os motoristas que vivem na naquela área descem para o centro da cidade.

Defende que o projecto vai ter êxito se todas as ruas indicadas estiverem transitáveis e apela ao Governo para continuar a optar pela recuperação das vias secundárias e terciárias para que tenha o problema da circulação resolvido.

“Todos os automobilistas só utilizam as vias principais, porque muitas vias alternativas encontram-se inoperantes, sobretudo nesta época chuvosa”, observou, sublinhando que nesta altura passar pelo Bairro Popular é muito complicado, porque muitas ruas estão em reparação, embora algumas já estão intervencionadas, principalmente, na área das sete ruas, mas não é suficiente para ajudar a descongestionar a Deolinda Rodrigues.

Como a recuperação total das ruas do Bairro Popular, prosseguiu, os automobilistas que residem nas áreas do Camama, centralidade do Kilamba, Golfe, Vila Estorial poderiam circular com comodidade por estas vias até chegar na alternativa que sai nas imediações da Unidade Operativa de Luanda.

José Eduardo, também funcionário público, é da mesma opinião. Sublinhou que nesta época quase não se circula no interior dos bairros, criando grandes filas nas principais vias, principalmente, nas primeiras horas da manhã e no final do dia.

Disse que é preciso acabar com todas as obras de recuperação das vias terciárias e secundárias, para que a cidade tenha verdadeiramente alternativas, tanto na época chuvosa como de Cacimbo.

Defendeu ainda a criação de pontes aéreas para evitar o cruzamento de viaturas que saem das vias secundárias para as principais, como por exemplo, indicou, quem sai da Avenida Pedro de Castro Van-dúnem “Loy”, para a Deolinda Rodrigues, tinha que passar por uma ponte aérea para não cruzar com o automobilista que sai do centro da cidade até à Viana e vice/versa.

Já Adilson Fernandes, morador da centralidade do Sequele, sugeriu a construção de passagens aéreas para peões e a reorganização das paragens de táxi, que ao seu ver, são também alguns motivos de engarrafamento na Deolinda Rodrigues e outras estradas da cidade capital.

A implementação do projecto Trânsito Reversível, na estrada nacional 230, Avenida Deolinda Rodrigues, inicialmente prevista para terça-feira ( 23 de Fevereiro), foi adiada sine die, por razões técnicas, segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues. (ANGOP)

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