Apple vai recorrer da ordem para ajudar FBI

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A Apple vai recorrer da decisão do tribunal da Califórnia e garante que a ordem para ajudar o FBI e desbloquear o iPhone do terrorista de San Bernardino viola a Constituição. A gigante norte-americana alega que deve ser respeitada a Primeira Emenda, que assegura a liberdade de expressão.

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À porta do FBI em Washington, dezenas de cidadãos anónimos mostraram solidariedade para com a empresa da “maçã” e manifestaram-se contra a possibilidade de ver toda a informação que têm nos aparelhos acessível à polícia.

Mesmo tendo recebido ordem do tribunal para ajudar as autoridades a desbloquear o iPhone do autor ataque de San Bernardino, o presidente da Apple, Tim Cook, anunciou que vai lutar até ao fim contra esta decisão: “se soubessemos uma forma de conseguir a informação do telemóvel que não tivessemos dado, se tivessemos forma de o fazer sem expor centenas de milhões de pessoas, é óbvio que o fariamos.”

Tim Cook consider ainda que a exigência do FBI para que a Apple dê acesso uma espécie de porta da dos fundos, por onde os investigadores possam ter acesso a toda a informação sem pedir licença, seria como criar uma arma de autodestruição.

O diretor do FBI, James Comey garante que a informação só é pedida em casos muito específicos.

“Adoro a privacidade e quando ouço as empresas a dizer “vamos levá-lo a um mundo onde ninguém pode ter acesso à sua informação”, parte de mim pensa que é fantástico, não quero que ninguém tenha acesso à minha informação. Mas depois penso que as forças da lei, das quais faço parte, salvam vidas, resgatam crianças, os nossos vizinhos, dos terroristas e fazem isso através de ordens judiciais, mandados de busca e através de mandados de busca a dispositivos móveis “

A decisão da Apple já foi apoiada por gigantes como o Google, o Facebook ou o Twitter.

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Uma juíza federal dos Estados Unidos ordenou, na terça-feira, que a empresa fundada por Steve Jobs, ajudasse as autoridades a desbloquear o telemóvel do autor do ataques de San Bernardino, a 2 de dezembro do ano passado.O FBI encontrou um iPhone no veículo em que Syed Farook, de nacionalidade norte-americana, e da mulher, Tashfeen Malik, paquistanesa. Catorze pessoas morreram e 21 outras ficaram feridas. Farook e Malik eram presumíveis seguidores do grupo extremista Estado Islâmico. (EURONEWS)

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