Abertura dos mercados: Petróleo, juros e euro em queda. Bolsas sem tendência definida

(Foto: D.R.)

As bolsas do Velho Continente estão a negociar sem um tendência definida. Por outro lado, o euro, o petróleo e os juros portugueses no mercado secundário estão a cair.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,34% para 4.934,84 pontos

Stoxx 600 cede 0,24% para 327,97 pontos

Nikkei desvalorizou 1,32% para 16.819,59 pontos

“Yield” a 10 anos de Portugal cede 2,6 pontos base para 3,004%

Euro desliza 0,15% para 1,1192 dólares

Petróleo desce 1,10% para 34,08 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias em queda?

As principais bolsas europeias  arrancaram a sessão sem uma tendência definida. Do lado do ganhos, o principal índice francês, o CAC 40, é o que mais sobe – cresce 0,58% -, seguido do PSI-20 – que aprecia 0,34% – e do principal índice holandês – que soma 0,27%. Em sentido oposto, o principal índice italiano, FTSE MIB, é o que mais perde – recua 0,46% – seguido do germânico DAX – que desvaloriza 0,30%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,24%.

Na Europa, as principais praças têm vindo a ser penalizadas pelos receios dos investidores em torno do estado da economia global e com várias empresas – sobretudo no sector da energia – a reportaram fortes quebras dos resultados penalizadas pela queda do preço do barril de petróleo.
Esta sexta-feira, a sessão foi também de perdas na Ásia. No Japão, o Nikkei encerrou a cair 1,32% e o Topix desceu 1,43%. Na China, o Shanghai Composite desceu 0,63%. Ainda assim, na praça chinesa esta foi a melhor semana  da bolsa desde início de 2016.

Juros registam alívio ligeiro

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair em todos os prazos no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” cedem 2,6 pontos base para 3,004%. No caso da Alemanha, e também a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si deslizam 1,7 pontos base para 0,286%. O prémio de risco da dívida nacional está estável nos 270,6 pontos.

Esta quinta-feira, o “spread” da dívida portuguesa face à alemã estava no nível mais elevado desde Agosto de 2014.  O agravamento do “spread” em 2016 reflecte o foco de tensão entre o Governo português e a Comissão Europeia sobre o Orçamento do Estado, mas também o aumento da percepção de risco que os investidores estão a atribuir aos títulos de dívida dos periféricos.
Euro em queda ligeira

O euro está a perder ligeiramente terreno face à divisa norte-americana. A moeda da Zona Euro desliza 0,15% para 1,1192 dólares. A moeda dos Estados Unidos está a recuperar numa altura em que o mercado estará a avaliar o crescimento económico dos EUA. E numa altura em que os investidores acreditam na possibilidade da Reserva Federal dos Estados Unidos subir as taxas de juro a um ritmo mais lento do que o anteriormente previsto, de acordo com a Bloomberg, que cita a Principal Global Investors, uma gestora de activos.
Petróleo em queda

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate desce 0,69% para 31,50 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, recua 1,10% para 34,08 dólares por barril. Ainda assim, e em termos semanais, o petróleo está próximo de atingir a primeira semana de quedas desde meados de Janeiro, com a cotação da matéria-prima a ser penalizada pelo excesso de oferta que existe no mercado, segundo a Bloomberg. Os dados da Administração norte-americana de Informação Energética, revelados na última quarta-feira, mostram que as reservas aumentaram em 7,79 milhões de barris na semana que terminou a 29 de Janeiro – o que representa a quarta semana consecutiva de subidas.

Ouro em queda ligeira

Os preços do ouro estão a registar uma queda muito ligeira. Sendo que o metal amarelo para entrega imediata está a ceder 0,06% para 1.154,85 dólares por onça. Na sessão de ontem, o ouro manteve-se em máximos de Outubro, sustentado pela procura por refúgio, mas também pela desvalorização do dólar. O metal tem ainda sido impulsionado pelas menor probabilidade de um corte de juros nos EUA para breve devido à crise na China.
Destaques do dia

 Gasolina vai baixar, mas o diesel pode subir. Os preços da gasolina deverão baixar na próxima semana entre dois e 2,5 cêntimos por litro. Já o gasóleo poderá registar, no limite, uma ligeira subida.

Combustíveis: Factura só pesa mais no rendimento nos países do Leste. Portugueses pagam combustíveis ao preço dos finlandeses, mas ganham bem menos. A factura com a gasolina é 11% do rendimento anual.

Guia para perceber a AG do BPI sobre Angola.  Os accionistas do BPI reúnem-se esta sexta-feira para decidir sobre a cisão dos activos africanos. Se a operação for chumbada, o banco tem menos de dois meses para resolver o problema de Angola. Perceba o que está em causa.

Fim do limite de votos gera nova ruptura no BPI. Na véspera de os accionistas votarem a cisão dos activos africanos, o BPI avançou com proposta para acabar com o limite de votos. Isabel dos Santos está contra. Nova ruptura accionista será testada na AG desta sexta-feira.

Lisboa e Bruxelas levam negociações ao limite. Só há acordo quando tudo está acordado. O Governo aprovou o Orçamento do Estado quinta-feira, mas pela noite dentro continuaram os contactos com Bruxelas para que o documento seja validado pela Comissão. Esta sexta-feira é o dia D.

Estímulos ao consumo terão “impacto mínimo”, diz Subir Lall. O FMI diz que partilha objectivos com o governo mas sinaliza que não confia em várias medidas, do salário mínimo à suavização do ajustamento orçamental.

Subir Lall: “Consolidação mais ambiciosa reforçaria confiança dos investidores”. Uma consolidação orçamental mais ambiciosa reduziria mais depressa a dívida pública e deixaria os investidores mais descansados, diz o chefe de missão do FMI em Portugal, que elogia a garantia do Governo de que quer continuar a equilibrar as contas publicas e continuar com reformas estruturais.

O que vai acontecer hoje

Indicadores nos EUA. É divulgada a taxa de desemprego na maior economia do mundo, em Janeiro.

Dados económicos nos EUA. É anunciada a balança comercial em Dezembro.Resultados no quarto trimestre. O Intesa Sanpaolo, o BNP Paribas  e o BG Group apresentam as contas relativas ao último trimestre de 2015.

Actualização de “rating”. A Agência de notação financeira Fitch tem agendada uma revisão do “rating” da Irlanda. (jornaldenegocios)

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