Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda e euro em alta

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo. Os preços do petróleo estão também em queda, penalizados pelos receios que um aumento dos inventários venham agravar o excesso de oferta. O euro valoriza face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 perde 0,75% para 5.044,32 pontos

Stoxx 600 recua 0,50% para 339,90 pontos

Nikkei desceu 0,64% para 17.750,68 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 2,2 pontos base para 2,908%

Euro sobe 0,20% para 1,0910 dólares

Petróleo em Londres desce 0,93% para 33,92 dólares o barril.

Bolsas europeias em queda
As bolsas europeias estão a negociar do lado das perdas. O francês CAC 40 é o índice que mais desvaloriza no Velho Continente, caindo 1,01%. O PSI-20 é a segunda praça que mais perde, recuando 0,75%. O Stoxx 600, índice de referência, desce 0,50%.

Na Ásia, a sessão foi sobretudo de perdas. As praças japonesas encerraram no vermelho, com o Nikkei a cair 0,64% e o Topix a recuar 0,73%. O MSCI Ásia Pacífico desceu 0,7%. Na China, por outro lado, o principal índice de Xangai, o Shanghai Composite Index, encerrou a subir 2,26%. As acções chinesas foram impulsionadas pelo o facto do Banco Central da China ter injectado dinheiro no sistema financeiro antes dos mercados encerrarem na próxima semana.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a cair em todos os prazos depois de ontem terem negociado em alta. As “yields” a dez anos cedem 2,2 pontos base para 2,908%. A divida alemã no mercado secundário está a também a cair em todos os prazos, sendo que, a dez anos os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 2,6 pontos base para 0,325%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 257,1 pontos

Euro nos 1,09 dólares

A moeda da Zona Euro continua a ganhar terreno face à divisa norte-americana. O dólar estará a ser penalizado nomeadamente por dados económicos desfavoráveis. Foi ontem revelado que a actividade industrial nos EUA caiu pelo quarto mês consecutivo, o que está a levar a um aumento das preocupações dos investidores em relação à economia global. Perante a expectativa que um abrandamento na economia, o mercado teme um atraso no ritmo de subida de juros nos Estados Unidos. Por esta altura, o euro soma 0,20% para 1,0910 dólares.

Petróleo em queda

Os preços do petróleo estão a cair pelo segundo dia nos mercados internacionais. O mercado aguarda pela divulgação dos dados oficiais das reservas norte-americanas de petróleo, o que está agendado para esta quarta-feira. A expectativa dos investidores aponta para que as reservas tenham aumentado o que vem agravar o excesso de oferta da matéria-prima que já existe no mercado e está a penalizar a cotação da matéria-prima. Os inquéritos da Bloomberg apontam para que os inventários tenham subido para 3,75 milhões de barris na semana que terminou a 29 de Janeiro. O West Texas Intermediate desce 1,20% para 31,24 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, recua 0,93% para 33,92 dólares por barril.

Ouro em máximos de três meses

Os preços do ouro para entrega imediata tocaram esta terça-feira no valor mais elevado desde 3 de Novembro de 2015, ao negociarem nos 1.130,50 dólares por onça. Este comportamento tem lugar numa altura em que os investidores estão a aumentar os activos em ouro nos fundos de investimento abertos negociados em bolsa (ETF na sigla inglesa), de acordo com a Bloomberg. Ainda assim, por esta altura, a cotação do ouro para entrega imediata cede 0,23% para 1.125,87 dólares por onça.

Destaques do dia

Cinco factores que pesam no BCP: A Polónia, o Novo Banco e os especuladores. O BCP tem sido penalizado por um conjunto de factores. As incertezas sobre o impacto das novas medidas para o sector bancário na Polónia, a questão do pagamento do apoio estatal e a instabilidade dos mercados são algumas das possíveis explicações para as descidas dos títulos.

Acções do BCP entre os receios do mercado e as avaliações favoráveis dos analistas. As quedas dos últimos meses levaram a que as acções do BCP descessem de um valor de 0,959 euros, atingido em Março, para 0,0338 euros no início desta semana.

Imparidades surpresa ensombram regresso ao lucro do BCP. O BCP registou um prejuízo de 29,2 milhões de euros nos últimos meses de 2015, o que levou a que o lucro anual ficasse aquém do esperado pelo CaixaBI. A intervenção no Banif foi um dos motivos apresentados.

Congelamento de reformas antecipadas só abrange pedidos futuros. As novas restrições às reformas antecipadas, já admitidas pelo actual Governo, salvaguardam todos os pedidos que dêem entrada até à publicação da nova lei. Centrais sindicais admitem a necessidade de rever regras, mas dizem que, para o fazer, não é preciso suspender o actual regime.

O que vai acontecer hoje

Anúncio em Espanha. O Rei de Espanha deverá anunciar o candidato a formar governo.

Dados económicos na Zona Euro. O gabinete de estatísticas europeu divulga a taxa de desemprego, em Dezembro.

Divulgação de resultados. O UBS apresenta os resultados do quarto trimestre. (Jornal de Negocios)

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