Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo em queda

(Bloomberg)

Petróleo recua e arrasta bolsas europeias, uma tendência a que não escapa a praça lisboeta. A penalizar o PSI-20 está a Galp Energia, numa altura em que o barril de Londres negoceia dos 32 dólares. A beneficiar com a queda da matéria-prima estão activos de refúgio, como o ouro.

Os mercados em números

PSI-20 perde 0,64% para 4.643,43 pontos

Stoxx 600 cai 0,62% para 325,76 pontos

Nikkei desvalorizou 0,85% para 15.915,79 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 6,3 pontos base para 3,342%

Euro recua 0,15% para 1,1003 dólares

Petróleo em Londres desce 1,71% para 32,70 dólares

Bolsas em queda ligeira

As bolsas europeias abriram esta quarta-feira em queda ligeira, uma tendência que é acompanhada pela praça lisboeta. A arrastar as bolsas está a queda dos preços do petróleo depois do Irão considerar irrealista a proposta para congelar a produção nos níveis de Janeiro.

Assim, o PSI-20 cai 0,64%, penalizado pela Galp Energia e pela EDP renováveis. A petrolífera cai 1,89% para negociar nos 9,81 por acção, numa altura em que o petróleo de Londres negoceia nos 32 dólares por barril.

A EDP Renováveis recua 0,02% para negociar nos 6,43. A energética iniciou a sessão a cair quase 1%, mas recupera depois de divulgar esta quarta-feira que os seus lucros subiram 32% em 2015, superando as estimativas dos analistas.

Juros da dívida recuam

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos, período de referência, caem 6,3 pontos base para 3,342%, numa tendência que é acompanhada pela yield de Espanha, que cai 0,7 pontos base para 1,627%. Os juros da dívida alemã a 10 anos recuam 1,1 pontos base para os 0,173%.

Euro e libra recuam

A moeda única europeia recua 0,15% para 1,003 dólares, numa altura em que a libra cai 0,25% face à moeda norte-americana para 1,3987 dólares, acentuando as quedas das últimas sessões.

A penalizar a moeda britânica está o receio de um Brexit. 29 de 34 economistas consultados pela Bloomberg acreditam que uma saída do reino Unido da União Europeia será devastadora para a libra e antecipam que esta recue para 1,35 dólares ou menos, isto é, para níveis de 1985.

Irão penaliza petróleo

Matéria-prima recua depois do ministro do Petróleo Bijan Namdar Zanganeh dizer esta terça-feira que a proposta para manter a produção dos níveis de Janeiro é “irrealista”, de acordo com a agência de notícias Shana. O Brent, negociado em Londres e preço de referência para a Europa, recua 1,71% para 32,70 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate cai 2,64% para 31,03 dólares.

Procura por activos de refúgio apoia ouro

A volatilidade dos mercados, pressionados pela queda do petróleo, está a impulsionar a procura por activos de refúgio, como o ouro, numa altura em que os investidores aguardam também mais dados económicos dos EUA com o objectivo perceber como a Reserva federal vai agir sobre as taxas de juro, isto é, se as vai aumentar ou não este ano.

A matéria-prima avança 0,01% para 1226,74 dólares.

Destaques do dia

Steven Bell: BCE travou crise nos juros após casos BES e Banif. As medidas que envolveram a resolução no Banif e no BES, que implicou perdas para os investidores de obrigações, foi mal recebida pelos investidores internacionais e uma crise nos juros só foi evitada pela intervenção do BCE, diz Steven Bell.

“Máquinas vão manter volatilidade nas bolsas”, diz Steven Bell. O economista-chefe da BMO está certo que a volatilidade vai ser um ingrediente que vai polvilhar a negociação nas bolsas mundiais em 2016. Movimentos, em parte, justificados pela negociação através de máquinas.

Quando os investidores fogem, as bolsas fundem-se. As gestoras de bolsas procuram compensar a quebra de receitas com fusões com outras concorrentes, de modo a garantirem economias de escala e cortes de custos. Foi assim no passado, com a ICE e a NYSE, e é assim agora.

Centeno e mercados afastam reestruturação da dívida. A questão foi levantada no Parlamento e no primeiro dia não teve resposta. Ao segundo dia, Mário Centeno disse que não será o Governo a levantar a questão em Bruxelas. Agora, os analistas desdramatizam, até porque, relembram, é uma questão recorrente à esquerda.

Eléctricas receiam vir a pagar a factura da nova tarifa social de Costa. O Governo quer que a tarifa social de energia seja alargada para chegar a um milhão de beneficiários. A proposta prevê poupanças de 100 milhões de euros que poderão ser assumidas pelas empresas eléctricas.

IGCP avança com três leilões de recompra de dívida. O Tesouro português quer retirar do mercado dívida que vença entre 2017 e 2019. Em causa estão títulos com taxas de cupão superiores a 4%, sem que o IGCP tenha explicado o montante que pretende aplicar nestas três operações.

O que vai acontecer hoje

Comissão Europeia analisa economia. A Comissão Europeia publica uma análise económica e recomendações para cada Estado-Membro.

Números do INE. O instituto apresenta o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação.

OE no Parlamento. Tem início o debate na especialidade sobre o Orçamento do Estado para 2016. (Jornal de Negocios)

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