Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda. Euro em alta

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar em queda, numa altura em que também o petróleo está de regresso a terreno negativo, com descidas superiores a 2%. O euro está em alta e a libra perde pela segunda sessão.

Os mercados em números

PSI-20 perde 0,89% para 4.741,34 pontos

Stoxx 600 cai 0,81% para 329,14 pontos

Nikkei desvalorizou 0,37% para 16.052,05 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 5,3 pontos base para 3,503%

Euro sobe 0,13% para 1,1044 dólares

Petróleo em Londres desce 2,36% para 33,87 dólares

Bolsas europeias em queda

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 23 de Fevereiro, com o índice de referência para o Velho Continente, o Stoxx600, a desvalorizar 0,81% para 329,14 pontos.

A bolsa nacional acompanha a tendência negativa. O PSI-20 cai 0,89% para 4.741,34 pontos, pressionado sobretudo pela Galp Energia e pela Nos. A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva recua 1,15% para 10,28 euros, enquanto a Nos perde 1,21% para 6,026 euros.

Juros da dívida em alta ligeira

Os juros da dívida soberana negoceiam esta terça-feira em alta ligeira. Esta tendência regista-se em Portugal, Espanha, Itália e Alemanha. Nesta altura, as yields da dívida portuguesa a 10 anos sobem 5,3 pontos base para 3,503%.

Euro sobe e libra cai

A moeda única europeia está a valorizar 0,13% para 1,1044 dólares. Já a libra negoceia em queda face à divisa norte-americana, depois de ter registado ontem a maior descida desde Maio de 2010. A moeda britânica está a ser penalizada pelo risco de uma saída do Reino Unido da União Europeia, apesar do acordo alcançado entre David Cameron e os líderes europeus, em Bruxelas. A libra desce 0,29% para 1,4109 dólares.

Petróleo volta para terreno negativo com alertas da AIE

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter antecipado que o excedente global vai persistir no próximo ano e limitar qualquer hipótese de uma recuperação dos preços no curto prazo.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 2,43% para 32,58 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 2,36% para 33,87 dólares.

Zinco lidera perdas dos metais industriais

O zinco negoceia em terreno negativo, penalizado por indicadores que mostram que o abrandamento económico da China – o maior consumidor mundial de matérias-primas – poderá agravar-se.

Os primeiros indicadores económicos para a China, este mês, mostram que a actividade da indústria e serviços desceu para novos mínimos e a confiança voltou a diminuir.

O zinco desce 1,7% para 1.751,50 dólares por tonelada métrica, enquanto o cobre cai 0,9%.

Destaques do dia

Crise do petróleo abre porta a nova vaga de intervenções do FMI. Depois da crise da dívida da Zona Euro, a quebra drástica do preço do petróleo pode estar a empurrar um novo grupo de países para os braços do FMI: os produtores do ouro negro. O empréstimo será trocado por austeridade.

Petróleo barato está a travar a economia mundial. As petrolíferas reagiram à queda dos preços da matéria-prima cortando nos investimentos. Um travão que está a abrandar o crescimento da economia mundial. Mas a resposta dos consumidores poderá ajudar a inverter a tendência negativa.

“Brexit” afunda libra mas joga a favor da bolsa de Londres. O risco de uma saída do Reino Unido da União Europeia levou ao maior tombo da libra desde 2009. Mas a bolsa de Londres tem resistido, com o menor valor da divisa a dar suporte às exportadoras.

Aposta nos certificados acelera antes dos sorteios da Fatura da Sorte. Os portugueses aplicaram mais de 300 milhões de euros em títulos de dívida pública destinados ao retalho, em Janeiro. O valor investido é o mais elevado desde o recorde em Janeiro de 2015.

Fundo de Singapura com opção de compra sobre 15% da Sonae Indústria. A Pareuro, controlada pelo clã Azevedo, assinou um contrato de prestação de serviços com a Teak Capital, tendo esta recebido como contrapartida a opção de compra de 15% da produtora de painéis de madeira.

Metade dos portugueses tem algum tipo de crédito. Dos mais de 10,5 milhões de habitantes, metade tem um financiamento junto da banca. E 14% destes está em falta com as instituições financeiras.

Um em cada 10 fiadores apanhado por dívidas alheias. Quase 1,4 milhões de portugueses são fiadores junto da banca. E destes cerca de 10% foram chamados a responder pela entrada em incumprimento de terceiros. É no crédito ao consumo que os fiadores são mais afectados.

O que vai acontecer hoje

BHP. Resultados do quarto trimestre de 2015.

Alemanha. PIB, no quarto trimestre de 2015; Índice Ifo que mede a confiança dos empresários, em Fevereiro.

INE. Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação, em Janeiro.

EUA. Venda de casas usadas, em Janeiro. (Jornal de Negocios)

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