3° dia da visita do Papa Francisco ao México

(REUTERS/Max Rossi)

Hoje em San Cristobal de las Casas, no Chiapas, o estado mais pobre do México, o Papa Francisco apelou a um exame de consciência e a um pedido de desculpas pela exclusão dos indígenas que ainda hoje, não só no México, como nos restantes países da América Latina continuam relativamente postos de parte das decisões dos seus respectivos países.

Esta visita do Papa àquela zona do México onde celebra uma missa para as comunidades indígenas e preside um encontro com as famílias do México no Estádio Tuxtla Gutierrez, tem precisamente como propósito expressar a sua solidariedade para com os indígenas e também aos imigrantes que atravessam o país rumo ao norte do continente americano, uma constante no discurso do Papa que ontem na missa que celebrou nas imediações da capital, também exortou os fiéis a fazer do México uma terra de oportunidades.

Ao denunciar a corrupção e a ganância que grassam no país, o Papa não deixou igualmente de mencionar a violência. Nos últimos dez anos, mais de 100 mil pessoas morreram em violências ligadas ao tráfico de droga e outras 26 mil desapareceram.

Símbolo destas violências é também Ciudad Juarez junto à fronteira com os Estados Unidos que será a última etapa da visita do Papa. Esta cidade ficou tristemente conhecida pelos numerosos assassinatos de jovens mulheres que lá têm ocorrido, o feminicídio não sendo contudo um exclusivo daquela localidade. De acordo com “Nuestras hijas de regreso a casa” uma ONG que actua nesse domínio, várias centenas de mulheres foram mortas no ano passado por todo o país, esta organização pretendendo aproveitar a visita do Papa ao México para dar mais visibilidade a esta problemática. (RFI)

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