Voo seguro: TAAG pode assumir revisão de aeronaves

(Foto: D.R.)

Do ponto de vista técnico, a manutenção de aeronaves é conhecida como a tecnologia relacionada com as acções requeridas para manter e melhorar o exercício de navegação e a confiança prevista no projecto da aeronave e os seus sistemas, subsistemas bem como as componentes, durante toda a vida operacional da aeronave.

Em Angola, o órgão regulador responsável pela fiscalização do sector é a Agência Nacional de Aviação Civil (INAVIC). Entre as várias acções requeridas na manutenção, os entendidos na matéria apontam o desenvolvimento do programa de manutenção de aeronave de acordo com as especificações dadas pelo fabricante; a supervisão e controlo de directrizes de navegação emitidas por órgãos reguladores de aviação civil; a monitorização, controlo e implementação de boletins de serviço publicados pelo fabricante da aeronave.

Com objectivo de garantir a sustentabilidade da frota aeronáutica e manter a satisfação dos clientes bem como os níveis de receita necessárias para garantir o negócio, os investidores no sector da aviação estão proibidos de falhar na manutenção periódica dos aparelhos à sua disposição.

Ademais, a manutenção joga um papel preponderante para a sobrevivência de qualquer aparelho. As companhias que operam no mercado nacional, já realizam três tipos de manutenções, nomeadamente pré embarque, trânsito e de hangar. É caso das empresas como a TAAG – Linhas Aéreas de Angola – que encontra na manutenção a fórmula mágica para manter os seus 14 aparelhos disponíveis para os desafios para os quais foram adquiridos.

A transportadora aérea de bandeira nacional, por exemplo, para garantir um melhor acompanhamento dos aparelhos,, a empresa conta com o concurso de aproximadamente 400 funcionários, entre homens e mulheres. Com esta aposta e com a entrada em funcionamento do novo aeroporto internacional de Luanda, poder-se-á reduzir a expatriação de capitais com a diminuição dos pedidos de manutenção das aeronaves no exterior.

Aliás, muitas empresas do sector da aviação civil encontram mesmo algumas dificuldades para garantir pagamentos aos prestadores de serviços fora do país devido à crise cambial que se vive resultante da baixa do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola.

Assim, o elevado número de técnicos formados no ramo militar, com destaque para o sector de pilotagem, reparação e manutenção dos aviões, é agora chamado para dar o seu contributo a fim de que se a manutenção dos nossos aparelhos seja garantida por técnicos angolanos a todos os níveis, aliás, numa altura em que os técnicos nacionais até já ministram aulas de aviação no exterior.

É mesmo reconfortante ouvir os operadores a reconhecerem, que o país está em condições de realizar as grandes manutenções internamente, embora a única dificuldade ainda resida no facto de não ter hangar, em outras palavras, oficinas com capacidade para albergar os nossos majestosos aparelhos. (jornaldeeconomia)

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